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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Polícia Federal apreende R$ 900 mil em espécie em Palmas;

Nesta quarta-feira (29), a Polícia Federal confirmou a apreensão da quantia e informou que a pessoa responsável pela movimentação bancária foi levada à sede da corporação para prestar esclarecimentos. 

 Segundo informações divulgadas pelo Jornal Opção, o homem conduzido até a sede da PF seria o deputado estadual Nilton Franco (União Brasil).

Até o momento, a Polícia Federal não confirmou oficialmente a identidade do parlamentar nem informou se houve prisão em flagrante.

Segundo a corporação, um inquérito policial foi instaurado para apurar a origem dos cerca de R$ 900 mil apreendidos e a possível destinação dos recursos. A PF também não detalhou o local exato da apreensão, as circunstâncias da abordagem ou se o caso possui relação com outras investigações em andamento.

Em nota, a Polícia Federal informou que “a origem e a possível destinação da quantia serão devidamente apuradas no âmbito de inquérito policial, com vistas ao completo esclarecimento dos fatos”.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Idosa de 78 anos morre após possivelmente receber sangue incompatível no Hospital Regional de Augustinópolis

A dona de casa Iraci Borges dos Santos, 78 anos, moradora de Sítio Novo do Tocantins, morreu no Hospital Regional de Augustinópolis (HRAug) após, segundo a família, receber uma bolsa de sangue com tipo incompatível. O caso aconteceu entre 28 de março e 16 de abril de 2026 e é alvo de investigação policial.

 Iraci deu entrada no hospital em 28 de março com quadro de pneumonia, sem febre, e foi internada no dia seguinte com diagnóstico adicional de cardiopatia. Ao longo da internação, a paciente passou por diferentes setores até ser transferida para isolamento na “Ala A” em 13 de abril, onde a família relata condições precárias de infraestrutura.

Na manhã de 15 de abril, uma enfermeira colheu sangue para tipagem e, por volta do meio-dia, iniciou uma transfusão. A filha da vítima, Iara Borges dos Santos, desconfiou do procedimento, fotografou a bolsa e, minutos depois, a transfusão foi interrompida por um plantonista do laboratório. A foto mostrava sangue A positivo; a família afirma que o tipo sanguíneo de Iraci era O positivo.

Segundo o Boletim de Ocorrência nº 00034626/2026, registrado em 16 de abril, Iraci passou mal imediatamente após a suspensão da transfusão. A filha denuncia demora no atendimento de emergência. Apesar das intervenções médicas subsequentes, a paciente não resistiu e faleceu na unidade.

A família foi orientada a registrar o caso na polícia e pediu cópia integral do prontuário médico. A Polícia Civil abriu investigação para apurar responsabilidades, cadeia de custódia do sangue e identificar os profissionais envolvidos. O caso foi registrado como homicídio culposo com aumento de pena por inobservância de regra técnica (Art. 121, §4º do CP).

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informou não ter sido oficialmente notificada, mas afirmou que tomará as providências cabíveis assim que tiver acesso às informações formais e se colocou à disposição para colaborar. A família reclama de silêncio e falta de esclarecimento por parte da unidade. Iara relatou profundo sofrimento e sensação de descaso diante da perda.

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

De capitão a coronel: 23 PM presos por suspeita de chacina em Miracema do Tocantins

Uma operação judicial nesta sexta-feira (8) determinou a prisão preventiva de 23 policiais militares de diferentes patentes por suspeita de envolvimento na chacina ocorrida em Miracema do Tocantins em fevereiro de 2022, que resultou na morte de sete pessoas em dois dias.

 A investigação aponta que integrantes da Polícia Militar atuaram em várias etapas do crime, monitoramento das vítimas, apoio operacional, transporte, execução e destruição de provas. Além dos 23 com prisão decretada, outro militar foi submetido a medidas cautelares. Entre os oficiais citados estão o tenente-coronel Douglas Luiz da Silva (ajudante de ordens do governador), os majores Wallas de Sousa Melo, Yurg Noleto Coelho e Wilquer Barbosa de Sousa, e o capitão Gleiston Ribeiro Pereira.

Conforme decisão da 1ª Vara Criminal de Miracema, o tenente-coronel Douglas Luiz teria usado veículo oficial para permanecer próximo ao local onde três vítimas foram abordadas. O major Wallas é investigado por circular nas imediações da delegacia antes da invasão que resultou em duas execuções. Yurg Noleto é apontado como liderança informal que coordenou equipes, posicionou viaturas e teria participado da retirada de equipamentos de gravação. Wilquer Barbosa é acusado de manipular registros de viaturas; Gleiston Pereira, de usar veículo presente nos momentos-chave e de buscar informações sobre a vítima sobrevivente.

Os crimes ocorreram após a morte do sargento Anamon Rodrigues de Sousa em confronto em um mandiocal. No mesmo período, Valbiano Marinho da Silva foi executado em casa; em seguida, a delegacia de Miracema foi invadida e Manoel Soares da Silva e Edson Marinho da Silva foram mortos dentro da unidade. No loteamento Jardim Buriti, quatro jovens foram sequestrados, torturados e executados, houve um sobrevivente.

A decisão judicial impôs ainda o afastamento imediato das funções públicas, suspensão do porte e posse de armas, proibição de acesso a unidades policiais e de contato com a vítima sobrevivente, familiares e investigadores.

A Polícia Militar do Tocantins informou que acompanha o caso pela Corregedoria-Geral, apoia o cumprimento das determinações judiciais e reafirma compromisso com a legalidade e a apuração dos fatos. A Casa Militar comunicou o afastamento do tenente-coronel Douglas Luiz de suas funções e agendas oficiais.

O advogado que representa os militares afirmou não ter tido acesso à decisão e prometeu emitir parecer após análise do documento. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público, que conduzem a apuração dos fatos e das responsabilidades.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Operação Carta Marcada: PF investiga suspeitas de fraudes na saúde indígena do Tocantins

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (6/5) a Operação Carta Marcada, destinada a apurar possíveis irregularidades administrativas e ilícitos no sistema de saúde indígena do Tocantins. A ação contou com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

 As diligências foram realizadas em endereços funcionais e residenciais em Palmas (TO) e em Bonfinópolis (GO). Agentes federais recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e a formação do acervo probatório.

Segundo a investigação, há indícios de fraudes administrativas, desvios de recursos públicos e falsificação de registros, além de outras práticas que teriam prejudicado a prestação regular dos serviços de saúde às comunidades indígenas da região. As medidas judiciais têm por objetivo resguardar a integridade das evidências e prevenir a continuidade de ações lesivas ao interesse público.

Os investigados poderão responder, conforme apuração e responsabilidades comprovadas, por crimes como peculato, falsidade ideológica, fraude em licitação e associação criminosa. A Polícia Federal informou que a operação segue em andamento e que novas informações serão divulgadas ao longo das investigações, respeitando o sigilo necessário.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Prefeito de Centenário sob investigação: MP-TO abre inquérito por possível nepotismo em secretarias

O Ministério Público do Estado do Tocantins converteu em Inquérito Civil Público (n.º 1909/2026 — procedimento 2024.0009269) a investigação sobre supostas nomeações irregulares no Município de Centenário/TO.

 A portaria, assinada pela Promotoria de Itacajá em 13 de abril de 2026, apura indícios de nepotismo e possível ato de improbidade administrativa na nomeação de Maria da Solidade Soares de Brito como secretária de Assistência Social e de José Ludovico Soares de Brito como secretário de Finanças, ambos apontados como familiares do atual prefeito.

Segundo o Ministério Público, a gestão municipal não apresentou comprovação de qualificação técnica compatível com as funções (diplomas ou titulação em áreas pertinentes), limitando-se a apresentar certificados de participação em cursos e palestras obtidos após as nomeações. O Tribunal de Contas do Estado informou não haver fiscalizações prévias sobre os fatos.

A portaria determina a requisição, ao prefeito de Centenário, no prazo de 15 dias, de atos de nomeação e posse, currículos e diplomas, informação sobre o grau de parentesco, qualificação completa (CPF, RG, endereço e contato) e certidões de antecedentes cíveis e criminais dos nomeados. Também foram notificadas as partes envolvidas para apresentação de defesa no mesmo prazo. O inquérito visa aprofundar a coleta de provas para apurar eventual violação dos princípios da administração pública e atos de improbidade (Lei nº 8.429/1992).

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Operação Maculae Sanguinis: Polícia Civil prende suspeitos de matar jovem a pauladas em bar de Palmas

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Maculae Sanguinis e prendeu dois jovens suspeitos de envolvimento no homicídio de Josierlison Marinha Barbosa, ocorrido em setembro de 2025, na região sul da capital.

Segundo a DHPP, os investigados, apontados como integrantes de uma facção criminosa, surpreenderam a vítima em um bar onde ela confraternizava e a agrediram com golpes de madeira na cabeça. Câmeras de segurança identificadas durante as investigações registraram o momento em que Josierlison chega ao estabelecimento, é reconhecido por um dos suspeitos e, em seguida, conduzido junto ao comparsa até uma viela próxima, onde o crime foi consumado.

Após o homicídio, os autores teriam fugido e seguido para outro bar, onde tentaram remover vestígios de sangue das mãos e dos pés. Imagens obtidas pela investigação mostram marcas de sangue na mão de um dos investigados enquanto ele realiza pagamento no caixa do estabelecimento. Ainda conforme a DHPP, os suspeitos permaneceram em um bar da cidade agindo com naturalidade após o crime.

“Trata-se de um crime de extrema violência, cometido com frieza e total desprezo pela vida humana. A rápida atuação da equipe da DHPP permitiu a identificação dos envolvidos e a reconstrução detalhada da dinâmica dos fatos, o que foi fundamental para a adoção das medidas judiciais cabíveis”, declarou o delegado Eduardo Menezes.

As investigações continuam em curso para localizar e responsabilizar todos os envolvidos. A apuração também aponta a possibilidade de participação de um menor de idade, hipótese que a operação busca confirmar para completar a dinâmica dos fatos e formalizar novas medidas judiciais.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Polícia Civil do Tocantins consegue condenação de dois por tiroteio que matou vítima inocente em Lagoa da Confusão

 Em sessão do Tribunal do Júri realizada na sexta-feira (10) na Comarca de Cristalândia, dois homens foram condenados por participação em um tiroteio ocorrido em 31 de março de 2021, no Setor União, em Lagoa da Confusão. 

As investigações da Polícia Civil do Tocantins (PCTO) apontaram H.M.S. e M.M.A. como autores de um homicídio e de uma tentativa de homicídio, respectivamente.

Segundo o delegado Guilherme Moreira, os acusados trocaram tiros em via pública quando Bruno Rodrigues Carvalho Barros — que não tinha qualquer relação com a desavença entre os réus — foi atingido por um dos disparos e morreu no local. As apurações identificaram que H.M.S. foi o autor do tiro que causou a morte de Bruno, enquanto M.M.A. foi responsabilizado pelos disparos efetuados contra H.M.S.

Com a individualização das condutas e um trabalho investigativo descrito como extenso e minucioso, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que ofereceram denúncia contra os envolvidos. No julgamento, o Conselho de Sentença condenou H.M.S. a 12 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo fútil e M.M.A. a sete anos por tentativa de homicídio qualificado pelo mesmo motivo.

A PCTO destacou que o caso reforça a importância da investigação criminal para esclarecer dinâmicas de violência, especialmente quando disputas entre facções resultam em vítimas inocentes. O delegado Moreira afirmou que as condenações são fruto de provas suficientes apresentadas à Justiça e que a Polícia Civil cumpre seu papel institucional ao levar autores de crimes a julgamento.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Tiroteio na final da “Copa do Craque” em Gurupi: dois indiciados por homicídio qualificado

A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito sobre o tiroteio ocorrido em 1º de fevereiro, durante a final da “Copa do Craque”, no setor Nova Fronteira, em Gurupi. O confronto entre grupos rivais no meio do público deixou um homem morto e quatro pessoas feridas por disparos.

O relatório da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aponta o indiciamento de dois homens, identificados pelas iniciais E. D. S. B. e H.L.M. por homicídio qualificado consumado e quatro tentativas de homicídio qualificado. A vítima fatal foi identificada como Allyson Pinheiro de Sousa, atingido no tórax.

Segundo a investigação, houve troca de tiros entre E. D. S. B. e um adolescente apreendido por ordem judicial devido a desavença anterior. O adolescente foi encontrado no local com um revólver .38; E. D. S. B. foi preso em sua residência, onde foram achadas porções de substâncias análogas a cocaína e maconha e dois celulares. A arma usada por E. D. S. B. não foi localizada.

H.L.M. responde ao processo em liberdade e foi indiciado como coautor, pois não há indícios de que tenha efetuado disparos. A DHPP também requisitou exames balísticos para confrontar projéteis retirados das vítimas. Duas mulheres foram indiciadas por falso testemunho por prestarem versões incompatíveis com outras provas do inquérito.

O delegado José dos Santos Fonseca Borges Júnior destacou o caráter técnico e minucioso da investigação e afirmou que a conclusão do inquérito é essencial para responsabilizar os autores e oferecer respostas às vítimas. O procedimento foi enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as devidas providências legais.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Tocantinópolis: MP investiga possível prejuízo de R$ 141 mil aos cofres da Prefeitura em caso envolvendo acordo judicial

Ministério Público recomenda devolução imediata do valor e abre Inquérito Civil para apurar possível esquema de neutralização de crédito público. 

Esquema envolvendo pai, filho e advogados teria reduzido cobrança judicial e causado prejuízo superior a R$ 141 mil aos cofres públicos.

Um caso que pode se tornar um dos maiores escândalos administrativos recentes de Tocantinópolis começa a ganhar contornos graves e potencialmente explosivos.

O Ministério Público do Tocantins abriu investigação formal após identificar indícios de um possível arranjo articulado para esvaziar uma dívida judicial, envolvendo diretamente membros da mesma família que comandam e comandaram o município.

No centro da investigação estão os ex-prefeitos José Bonifácio Gomes de Sousa (já falecido), seu filho Paulo Gomes de Souza e o atual prefeito Fabion Gomes de Sousa, além de advogados ligados ao caso.

 DÍVIDA DE BONIFÁCIO NEGOCIADA PELO FILHO

De acordo com o Ministério Público, o caso começa com um fato que chama atenção por si só: Um acordo judicial firmado entre o Município e o devedor “José Bonifácio Gomes de Souza”.

Em março de 2023, Paulo Gomes de Souza, na condição de prefeito, celebrou um parcelamento da dívida devida por seu próprio pai, José Bonifácio Gomes de Sousa. Para o MP, o acordo apresenta fortes indícios de irregularidade, podendo ter:

* travado a execução judicial por mais de dois anos;

* flexibilizado indevidamente a cobrança;

* aberto caminho para redução do valor devido.

Na prática, segundo a investigação, o município pode ter sido colocado em posição de desvantagem deliberada.

NOVA GESTÃO, MESMA FAMÍLIA — E DÍVIDA “ENCOLHE”

A situação se agrava ainda mais quando o caso chega à gestão seguinte, agora com Fabion Gomes de Sousa, irmão do devedor.

Já sob o comando do prefeito Fabion Gomes de Sousa, irmão do devedor, o Ministério Público aponta que a cobrança judicial foi retomada, mas com um detalhe alarmante:

O valor cobrado caiu drasticamente.

A execução foi proposta pelo advogado do município, Hélio Onório da Silva Júnior, atualmente companheiro da filha d uma das filhas de Bonifácio, em aproximadamente R$ 53 mil, muito abaixo do valor que poderia ultrapassar R$ 141 mil.

Segundo o MP, houve:

* Retirada completa dos juros de mora;

* Redução significativa do valor original;

* Possível subfaturamento da cobrança;

Para os investigadores, isso pode caracterizar uma verdadeira “desidratação” intencional do crédito público.

ADVOGADOS SOB SUSPEITA DE CONFLITO DE INTERESSES

O caso também levanta suspeitas sobre a atuação dos advogados Hélio Onório da Silva Júnior e Leandro Finelli Horta Vianna, esse ultimo, foi o advogado da campanha do atual prefeito, que presta serviços a Fabion há vários anos, desde quando o mesmo era deputado estadual.

O Ministério Público investiga indícios de uma atuação considerada, no mínimo, questionável:

* Troca de representação entre município e partes privadas;

* Possível defesa indireta de interesses conflitantes;

* Movimentações que podem ter favorecido os devedores.

Na visão do MP, essas condutas podem ter contribuído para blindar o devedor e dificultar o ressarcimento ao município.

MP FALA EM POSSÍVEL “NEUTRALIZAÇÃO DO CRÉDITO PÚBLICO”

Um dos pontos mais graves do documento é a expressão usada pelo Ministério Público:

“Neutralização dolosa de crédito público”. Em termos simples, isso significa a suspeita de que houve ações planejadas para:

 Impedir ou reduzir a recuperação de dinheiro público;

 Enfraquecer a cobrança judicial;

 Gerar prejuízo direto aos cofres municipais;

O valor estimado do dano é de R$ 141.424,21.

PRAZO PARA DEVOLUÇÃO E RISCO DE AÇÃO JUDICIAL

Diante da gravidade, o Ministério Público já deu um ultimato:

* Prazo de 10 dias para que os envolvidos comprovem o ressarcimento integral do valor.

* Caso isso não aconteça, o próximo passo pode ser:

Ação Civil Pública por improbidade administrativa

Com possíveis consequências como:

* Devolução do dinheiro

* Multas pesadas

* Perda de cargo público

* Suspensão dos direitos políticos

CASO PODE TER IMPACTO POLÍTICO DEVASTADOR

O que torna o caso ainda mais sensível é o fator político:

- Envolve diretamente uma mesma família em diferentes gestões

- Atinge decisões tomadas dentro da administração pública

- Levanta suspeitas de favorecimento e conflito de interesses

Se confirmadas as irregularidades, o caso pode provocar:

* forte desgaste político

* repercussão estadual

* questionamentos sobre a gestão do dinheiro público

INVESTIGAÇÃO EM CURSO

O Inquérito Civil Público segue em andamento e deve aprofundar a apuração sobre:

* Responsabilidade de cada envolvido;

* Legalidade dos atos praticados;

* Extensão do prejuízo ao erário;

O caso já é tratado nos bastidores como um possível exemplo de como decisões administrativas podem, segundo o Ministério Público, ter sido utilizadas para beneficiar interesses privados em detrimento do dinheiro público.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Polícia Civil indicia marido por feminicídio de merendeira em Araguaína; suspeito está foragido

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína, concluiu o inquérito que apurava a morte da merendeira Rozália Gonçalves Pereira, 36 anos. O marido da vítima, o vigilante Raimundo Gomes da Silva, 59 anos, foi indiciado pelo crime de feminicídio ocorrido em 1º de janeiro de 2026. O suspeito é considerado foragido.

 O corpo de Rozália foi encontrado quatro dias após o crime em um terreno baldio do bairro onde o casal morava. Moradores localizaram o corpo em estado de decomposição ao perceberem forte odor no local. Segundo a investigação, o crime ocorreu após o suspeito atrair a vítima a um encontro usando um perfil falso em aplicativo de mensagens e atacá-la com diversas facadas.

Conforme o delegado Adriano Carvalho, o homem acreditava estar sendo traído e o relacionamento do casal estava em crise, com a vítima desejando a separação. Após o crime, o suspeito voltou para casa, deixou os cinco filhos — quatro crianças — e fugiu em seguida para o estado do Maranhão, onde teria familiares.

A Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Raimundo e concluiu o inquérito apontando evidências suficientes para sua responsabilização. A corporação reforça o compromisso no combate à violência contra a mulher e pede a colaboração da comunidade: informações sobre o paradeiro do foragido podem ser repassadas pelo disque-denúncia 197 ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP (63) 3901-7485. O anonimato é garantido.

Levantamento da Polícia Civil indica que, desde 2022, foram registrados três casos de feminicídio em Araguaína, todos com autoria identificada ao longo das investigações, segundo as autoridades.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Operação 2º Tempo: Quase R$ 3 milhões passaram pela conta pessoal do atual presidente do Tocantinópolis Leandro Pereira

Novos dados do relatório de inteligência financeira, incorporados à Operação 2º Tempo, revelam o caminho de parte dos recursos públicos suspeitos de desvio em Tocantinópolis. Em apenas um ano, cerca de R$ 3 milhões passaram pelas contas de Leandro Pereira, então presidente do clube, dos quais R$ 1.100.000,00 saíram diretamente da Prefeitura de Tocantinópolis para a conta pessoal dele.

 A investigação aponta discrepância entre os valores movimentados e a renda declarada de Leandro na época: sargento com salário inferior a R$ 8.000,00 mensais. Além dos repasses, os relatórios identificaram saques em dinheiro vivo e transferências entre contas. Wagner Pereira Novais, ex-dirigente do Tocantinópolis, aparece nas apurações como responsável por retirar valores da conta do clube e depositar tanto em sua conta pessoal quanto na de Leandro.

Questionado, Leandro afirmou tentar justificar as movimentações: “Depois que eu assumi a presidência e o prefeito Fabion Gomes, que assumiu também em janeiro de 2025, a prefeitura não teve repasse. O Tocantinópolis Esporte Clube, nesse 1 ano e 3 meses que estão fazendo agora de mandato, não teve nenhum repasse público de nada. Hoje o Tocantinópolis não tem convênio nenhum com a Prefeitura Municipal de Tocantinópolis.”

Os novos indícios reforçam as apurações que já apontam esquema estruturado em três eixos, repasses irregulares por gestores, uso do clube como fachada com falsificação de documentos e redistribuição/ocultação dos valores por meio de transferências e saques em espécie. A Operação 2º Tempo segue em andamento, com buscas e apreensões e análise de documentos e extratos que poderão apontar responsabilidades criminais.


 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Polícia Civil deflagra 6ª fase da Operação Gotham City e alvos da cúpula do Comando Vermelho são presos

 A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, deflagrou nesta segunda-feira (9) a 6ª fase da Operação Gotham City para cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho vinculados a homicídios ocorridos no primeiro semestre de 2023.

 Nesta etapa foram cumpridos quatro mandados contra investigados apontados como executores e lideranças da facção, entre eles integrantes da cúpula conhecidos pelos apelidos “Luxúria” (LX) e “Galo Cego”, este último preso em fevereiro no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. Parte dos alvos já estava custodiada no sistema prisional do Tocantins e do Rio de Janeiro.

A fase também consolidou a elucidação do duplo homicídio de Pedro Duarte e Silva e Kauã Vinícius Lobo Rodrigues, ocorrido em 4 de maio de 2023, no setor Aureny II. Segundo as investigações, os jovens foram surpreendidos por uma emboscada executada por dois homens em uma motocicleta vermelha; um dos atiradores teve mandado cumprido nesta operação. Imagens de câmeras de segurança mostraram estudantes fugindo após os disparos e a rápida fuga dos suspeitos.

O delegado Eduardo Menezes destacou que o ataque foi ordenado pela cúpula do Comando Vermelho formada, segundo a investigação, por Luxúria, Beira Lago, Dad Charada e Galo Cego, e teria como alvo Kauã Vinícius, supostamente ligado a facção rival. Pedro Duarte foi atingido por estar no local no momento do crime.As apurações apontam que a violência decorreu da disputa territorial entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), conflito que resultou em mais de 100 homicídios em Palmas no primeiro semestre de 2023. Após o pico do confronto, a DHPP manteve a análise de milhares de dados e materiais coletados.

Durante as investigações, policiais tiveram acesso a grupos de WhatsApp usados pela organização para planejar ataques, recrutar executores e organizar logística. Em mensagens, lideranças comemoraram execuções e discutiram a utilização da motocicleta vermelha usada no atentado, chegando a sugerir sua descontinuação por estar “pixada”, termo do grupo para veículo visado pela polícia.

A operação divulgou ainda novos áudios de reuniões da cúpula do Comando Vermelho, nos quais são tratadas aquisições de armamento, compra de drogas na fronteira com Paraguai e Bolívia, articulações com integrantes no Morro da Rocinha (RJ) e execuções relacionadas a dívidas com o tráfico. As mensagens revelam conflitos internos, incluindo rivalidades envolvendo Dad Charada após mudança de facção.

Além do cumprimento dos mandados contra lideranças, policiais civis capturaram no Jardim Aureny III um dos ocupantes da motocicleta usada no duplo homicídio. As investigações prosseguem para identificação de demais envolvidos e novos desdobramentos podem ocorrer.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

4ª fase da Operação Viúva Negra: Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos no fornecimento da arma usada no duplo homicídio de pastores em Pium

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 57ª Delegacia de Polícia de Pium e com apoio da 59ª Delegacia de Cristalândia, deflagrou na manhã desta sexta-feira (6) a quarta fase da Operação Viúva Negra, que investiga o duplo homicídio de um casal de pastores ocorrido em junho de 2025 no Assentamento Pericatu, zona rural de Pium.

Durante a ação foi cumprido mandado de busca e apreensão em Palmas, onde os agentes apreenderam um aparelho celular que será submetido à perícia técnica. No decorrer das diligências, outros dois suspeitos foram identificados, localizados e ouvidos pela polícia.

Segundo a delegada responsável, Jeannie Daier de Andrade, as apurações indicam que os três alvos desta fase participaram das negociações e do fornecimento da arma de fogo utilizada na execução do casal. A investigação agora avança para analisar o material apreendido e determinar se os investigados tinham conhecimento da finalidade criminosa da arma.

“As tratativas antecedentes ao crime foram identificadas, qualificados e ouvidos todos os envolvidos. Esses indivíduos forneceram a arma utilizada na execução do casal. Com o material apreendido, entramos na etapa final de análise pericial para conclusão do inquérito”, declarou a delegada.

O caso

As investigações, iniciadas logo após as mortes que causaram grande comoção na comunidade local, apontam que o duplo homicídio foi premeditado e motivado por questões pessoais e familiares. Segundo apuração policial, a ex-nora do casal é a mandante do crime, insatisfeita com o fim do relacionamento com o filho das vítimas. Ela teria articulado a execução e intermediado contatos para viabilizar o crime.

O companheiro da investigada foi identificado como executor direto, responsável pelos disparos que mataram o casal. Um terceiro envolvido, preso em fase anterior da operação, prestou apoio logístico, auxiliando na fuga e no deslocamento do executor. Esses três primeiros investigados seguem presos preventivamente.

A quarta fase da operação teve como objetivo aprofundar a linha investigativa sobre colaboradores que forneceram acesso à arma de fogo, identificar todos os partícipes e robustecer o conjunto probatório. A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam até a conclusão do inquérito e o completo esclarecimento dos fatos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ministério Público denuncia influenciadora de Porto Nacional por lavagem de R$ 9,5 milhões e exploração de jogos ilegais

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ofereceu denúncia, nesta segunda-feira (26), contra a influenciadora digital Ana Paula Cerqueira Carvalho, residente em Porto Nacional, acusada de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.

Segundo a peça acusatória, a investigada utilizava suas redes sociais, especialmente o Instagram, para promover de forma ostensiva o chamado “jogo do tigrinho”, com “nítido intuito de lucro ilícito”.

Conforme o promotor de Justiça Célio Henrique Souza dos Santos, Ana Paula ostentava nas redes um padrão de vida elevado com o objetivo de induzir seguidores ao erro e atrair novos participantes para o esquema. As apurações indicam que mais de R$ 9,5 milhões foram movimentados por meio de uma empresa que, segundo o MPTO, funcionava como “empresa de fachada” destinada exclusivamente ao recebimento de valores ilícitos.

Discrepância entre renda e patrimônio

A denúncia ressalta a discrepância entre a renda lícita declarada pela influenciadora — cerca de R$ 3 mil mensais, na atividade de dentista — e o volumoso fluxo financeiro por ela administrado. Para dificultar o rastreamento dos recursos, a peça aponta que a denunciada realizou saques vultosos em espécie, chegando a retirar R$ 100 mil em apenas dois dias.

Uso de “laranjas” e inserção na economia formal

O MPTO afirma ainda que Ana Paula contou com a colaboração do ex-companheiro, usado como “laranja”, ao empregar suas contas bancárias e uma empresa física — uma churrascaria — para integrar o capital ilícito ao sistema econômico formal. A investigação descreve um esquema financeiro que, segundo o promotor, foi “sofisticado” em sua estruturação.

Pedidos de confisco e bloqueios

Diante da desproporção entre patrimônio e rendimentos comprovados, o Ministério Público requereu o perdimento de diversos bens adquiridos com o produto das infrações. Entre os itens arrolados na denúncia para confisco estão:

– Fazenda em Brejinho de Nazaré, adquirida por R$ 2 milhões;

– Veículos: Toyota Hilux SW4 e Ford Ka;

– 93 cabeças de gado bovino e dois equinos;

– Maquinário agrícola e antenas Starlink;

– Ativos financeiros bloqueados que totalizam R$ 279.509,88.

O promotor pede ainda a aplicação do chamado “confisco alargado”, que objetiva apreender a diferença entre o patrimônio real da acusada e aquele compatível com seus rendimentos lícitos.

Próximos passos

A denúncia foi ajuizada e o processo seguirá para análise da 2ª Vara Criminal da Comarca de Porto Nacional. Caso seja recebida pelo juiz, a ação penal terá prosseguimento com a instrução e eventual julgamento.

Polícia Civil deflagra operação em Palmas contra facção que montou “tribunal do crime”

Na manhã desta terça-feira (27), a Polícia Civil do Tocantins deflagrou uma operação em Palmas para desarticular células de uma facção criminosa que atuavam no setor Recanto das Araras I, na região sul da Capital.

 A ação mobilizou três unidades especializadas e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e na prisão em flagrante de um homem por receptação.

Coordenada pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), a ofensiva contou com apoio da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE). O foco foi combater o chamado “tribunal do crime”, prática em que membros da facção impõem punições violentas a moradores, à revelia da lei.

O inquérito que subsidiou a ação começou após um crime registrado em fevereiro de 2025, quando duas mulheres foram vítimas de emboscada, tortura e agressões severas em uma residência usada como base da organização. Segundo a investigação, as agressões, motivadas por uma acusação de furto de celular, foram filmadas pelos suspeitos para prestação de contas às lideranças.

Os investigados foram identificados como membros ativos de uma facção de origem paulista. A apuração aponta relação hierárquica entre os envolvidos: A.J.G.S., 29 anos, e A.J.J.S., 31 anos, teriam funções de liderança; P.H., 26 anos, e Í.S., 23 anos, seriam responsáveis por aplicar a “correção paralela”.

“O modus operandi revela afronta direta ao Estado Democrático de Direito. A PCTO mantém política de tolerância zero contra qualquer tentativa de estabelecimento de um ‘Estado paralelo’ no Tocantins”, afirmou o delegado-chefe da DEIC Palmas, Wanderson Queiroz. Ele ressaltou que a repressão é contínua e que a atuação integrada visa também desarticular a logística financeira que sustenta essas estruturas.

As diligências continuam para localizar e prender os demais suspeitos. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e os investigados serão interrogados pela Polícia Civil.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Mulher é conduzida à Delegacia por tentativa de golpe contra familiares de internos da Unidade Penal de Tocantinópolis

 A ação foi desencadeada após denúncias de que parentes de detentos estavam sendo contatados para a realização de transferências bancárias indevidas, usando indevidamente a imagem e o nome do grupo de visitas da unidade.

 Segundo as investigações iniciais, duas mulheres, companheiras de internos custodiados na unidade, estariam se passando por representantes e solicitando valores em nome dos presos. Uma delas fingia ser assistente social e pediu dinheiro para custear um suposto exame médico não coberto pelo SUS. Uma visitante desconfiou da cobrança e procurou a direção da unidade, que negou qualquer solicitação oficial.

A atuação rápida da equipe policial penal identificou o número de telefone usado nas mensagens e localizou as suspeitas. Em abordagem à residência de uma das envolvidas, ela não negou as acusações e apontou a participação de outra mulher.

Foi apurado que o PIX utilizado para receber as transferências estava em nome de uma das suspeitas. Diante das evidências, uma das investigadas foi conduzida à Delegacia para prestar esclarecimentos. As autoridades informaram que não houve êxito na obtenção de valores pelas investigadas e que o caso segue sob investigação.

sábado, 29 de novembro de 2025

Itaguatins: Ganhador de R$15,3 Milhões da TimeMania Morre em Colisão de Moto

 Um trágico acidente ocorrido na tarde deste sábado (29) na rodovia TO-126, na entrada de Itaguatins, matou o ex-ganhador de R$ 15.382.538,68 na TimeMania, José Lucas Morais Silva, 33 anos, conhecido como “Lukinha”. A colisão aconteceu por volta das 15 horas.

Segundo relatos e testemunhas no local, Lukinha pilotava uma motocicleta de 1.100 cilindradas quando perdeu o controle e colidiu com outra moto Honda 150. O jovem morreu ainda no local; o condutor da outra motocicleta, identificado como Claudione, ficou ferido e recebeu socorro de populares.

Uma foto registrada no local mostra uma lata de cerveja presa ao cós da calça da vítima que veio a óbito, o que indica a possibilidade de consumo de bebida alcoólica antes do acidente, hipótese que será confirmada por perícia e exames oficiais.

Vencedor do prêmio em 2024, Lukinha passou temporada em Goiânia antes de retornar a Itaguatins, onde costumava desfilar com a moto de alta potência pelas ruas da cidade.

Em razão da morte, a Prefeitura de Itaguatins cancelou o evento programado para o final da tarde deste sábado, quando seria exibida a transmissão da final da Copa Libertadores, e emitiu nota oficial de pesar pela morte do itaguatinense. A administração municipal informou que as atividades oficiais estão suspensas em sinal de luto.

As autoridades locais seguem investigando o acidente e aguardam laudos periciais para apurar as circunstâncias, incluindo velocidade e possível consumo de álcool. A redação presta condolências à família e amigos de José Lucas. Atualizaremos a qualquer instante com novas informações.

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

MPTO investiga ex-prefeito de Cachoeirinha por suposto favorecimento em licitação

 O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), por meio da Promotoria de Justiça de Ananás, instaurou um Procedimento Preparatório para apurar um possível ato de improbidade administrativa envolvendo o ex-prefeito de Cachoeirinha/TO, Paulo Macedo Damacena.

A investigação teve início após uma denúncia anônima, registrada como Notícia de Fato nº 2025.0010385, que aponta o uso indevido da empresa G. Fonseca de Azevedo Ltda, CNPJ nº 13.604.686/0001-71, que costa em nome de Gilvan Fonseca de Azevedo, em processos licitatórios durante a gestão de Paulo Damacena. Segundo o documento, além do direcionamento de licitação, servidores públicos teriam sido utilizados para execução de obras em benefício da empresa.

Segundo dados do portal da transparência do município, a empresa cujo nome de fantasia é “Cachoeirinha Empreendimentos”, com sede na Rua Cônego João Lima, nº 1825, recebeu dos cofres públicos da prefeitura o total de R$ R$ 1.912.126,74 (Dois Milhões, Novecentos e Doze Mil, Cento e Vinte e Seis Reais e Setenta e Quatro Centavos). Os valores foram pagos entre 25 de Fevereiro de 2022 a 30 de Dezembro de 2024.

Neste ano de 2025, sob a administração do prefeito Sandrimar Alves da Silva, a empresa G. Fonseca de Azevedo já recebeu da prefeitura o valor de R$ R$ 503.976,62.

O procedimento foi formalizado no Diário Oficial Eletrônico do MPTO, edição nº 2276, datada de 5 de novembro de 2025. A portaria, assinada pelo Promotor de Justiça Gilmar Pereira Avelino, determina diligências como comunicação ao Conselho Superior do MP, publicação oficial e solicitação de parecer técnico ao Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público e Criminal (CAOPAC), com prazo de 60 dias para análise dos documentos anexados.

A medida visa verificar a regularidade da contratação da empresa e apurar se houve violação à probidade administrativa, conforme previsto na legislação vigente.

 

PF deflagra Operação Nêmesis e busca provas contra Wanderlei Barbosa por suposto embaraço a investigação

 A Polícia Federal cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins na manhã desta quarta-feira (12) no âmbito da Operação Nêmesis.

 As ordens, expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), têm entre os alvos o governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos).

A operação apura possível embaraço às investigações da Operação Fames-19, que investiga desvios de recursos públicos da pandemia de Covid-19 e uso de emendas parlamentares para a compra de cestas básicas. A PF investiga se houve destruição ou ocultação de provas e se documentos e materiais de interesse foram retirados e transportados por agentes públicos com uso de veículos oficiais.

Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo no início de setembro, durante a 2ª fase da Operação Fames-19, por decisão do ministro Mauro Campbell e referendada pela Corte Especial do STJ. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, também foi afastada. Ambos negam participação nos crimes investigados.

As apurações incluem indícios de peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais, frustração do caráter competitivo de licitação e organização criminosa, além de suspeitas de que recursos destinados a cestas básicas tenham sido desviados — possivelmente aplicados em bens ligados à família do governador.

A PF afirma que as medidas visam interromper a destruição e ocultação de provas e reunir novos elementos para esclarecer as condutas e identificar outros envolvidos. As investigações tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.

Em nota, a assessoria de Wanderlei Barbosa declarou que o governador recebeu “com estranheza” a nova operação enquanto aguarda julgamento de recurso no Supremo Tribunal Federal, e que reitera disponibilidade para colaborar com as investigações e confiança na Justiça.