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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Polícia Federal apreende R$ 900 mil em espécie em Palmas;

Nesta quarta-feira (29), a Polícia Federal confirmou a apreensão da quantia e informou que a pessoa responsável pela movimentação bancária foi levada à sede da corporação para prestar esclarecimentos. 

 Segundo informações divulgadas pelo Jornal Opção, o homem conduzido até a sede da PF seria o deputado estadual Nilton Franco (União Brasil).

Até o momento, a Polícia Federal não confirmou oficialmente a identidade do parlamentar nem informou se houve prisão em flagrante.

Segundo a corporação, um inquérito policial foi instaurado para apurar a origem dos cerca de R$ 900 mil apreendidos e a possível destinação dos recursos. A PF também não detalhou o local exato da apreensão, as circunstâncias da abordagem ou se o caso possui relação com outras investigações em andamento.

Em nota, a Polícia Federal informou que “a origem e a possível destinação da quantia serão devidamente apuradas no âmbito de inquérito policial, com vistas ao completo esclarecimento dos fatos”.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

PF deflagra “Acesso Negado”: 41 mandados apuram supostas fraudes em emendas PIX no Tocantins e outros 3 Estados

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3 de julho de 2026), a Operação Acesso Negado para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos por emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, popularmente conhecidas como “emendas PIX”.

 Com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), agentes cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As medidas visam coletar documentos, dispositivos eletrônicos e outras evidências que possam esclarecer o destino e o uso dos recursos.

Segundo informações do processo, as apurações partiram de auditorias da CGU, determinadas pelo STF no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.688/DF. As auditorias apontaram indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, execução, fiscalização e transparência na aplicação dos recursos repassados aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR).

As investigações buscam esclarecer a ocorrência de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo do inquérito. Autoridades não divulgaram, até o momento, detalhes sobre prisões ou apreensões específicas.

A operação representa mais um foco de atenção sobre o uso de transferências especiais por meio de instrumentos eletrônicos, tema que tem gerado debates sobre controle e transparência na destinação de verbas públicas. A PF informou que novas informações serão divulgadas conforme o andamento das diligências.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Operação Paredão: PF desarticula esquema que fraudava benefícios do INSS no Maranhão

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), deflagrou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, a Operação Paredão para desarticular um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no estado do Maranhão. 

Segundo a PF, foram cumpridos sete mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí: um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nas cidades de São Luís e Vitorino Freire. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores ligados aos investigados, totalizando mais de R$ 1 milhão, além da suspensão dos benefícios apontados como fraudulentos.

As investigações apontam que o grupo alterava dados cadastrais, lugares de pagamento e inseria documentos falsos nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão e a continuidade do recebimento indevido de benefícios. Com o apoio do Banco do Brasil, os investigadores identificaram múltiplos saques de benefícios com fortes indícios de fraude, realizados por um dos integrantes do grupo.

Os envolvidos poderão responder, conforme apuração da PF, por associação criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica e uso de documento falso. A Polícia Federal informou que as diligências seguem em andamento e que novas medidas podem ser adotadas conforme o prosseguimento das investigações.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

PF, RFB e MPF desarticulam esquema de “títulos podres” que lesou cofres em R$ 770 mi

A Polícia Federal, em operação conjunta com a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal, deflagrou na ultima quinta-feira (7/5) as operações Títulos Podres e Consulesa (fase 2) para desarticular organização criminosa especializada na emissão e uso de créditos fiscais fraudulentos, os chamados “títulos podres”, para compensação indevida de tributos federais.

Ao todo foram cumpridos 79 mandados em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Mais de 200 policiais federais e 43 auditores e analistas tributários da Receita participaram das ações. As investigações apontam para atuação coordenada de escritórios de advocacia, consultorias tributárias, empresas de fachada e, segundo apurações, servidores públicos que facilitaram golpes contra o erário.

A Consulesa II cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e 4 prisões preventivas em cidades como Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Rio de Janeiro, com desvios estimados em R$ 670 milhões. A Títulos Podres cumpriu 40 mandados e 6 prisões temporárias em diversas cidades de Minas, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão, atingindo lideranças e operadores financeiros — incluindo ao menos dez advogados — com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.

As apurações indicam uso de procurações eletrônicas, empresas interpostas, contas de terceiros e movimentações pulverizadas para ocultação de valores, além da prática de lavagem de dinheiro. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores aproximados de R$ 32 milhões para assegurar o ressarcimento ao erário, além de medidas cautelares pessoais e afastamento de agentes públicos investigados.

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Foragido da Operação Rollback da PC do Tocantins é capturado em Saltos del Guaíra pela PF e polícia paraguaia

 Na manhã desta quarta-feira (29/4), a Polícia Federal, em cooperação com a Polícia Nacional do Paraguai, prendeu um brasileiro em Saltos del Guaíra apontado como o principal investigado da Operação Rollback, conduzida pela Polícia Civil do Tocantins.

 O homem é suspeito de chefiar um esquema de captura e comercialização ilícita de credenciais de acesso a sistemas de segurança pública.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Paraíso do Tocantins (TO). Após diligências, as autoridades paraguaias efetuaram a detenção e entregaram o suspeito à Polícia Federal brasileira por meio do Comando Bipartite Guaíra–Saltos del Guaíra.

O Comando Bipartite, núcleo estratégico de integração entre as forças policiais do Brasil e do Paraguai, coordenou o intercâmbio de informações que possibilitou a ação conjunta. A atuação visa intensificar a prevenção e repressão à criminalidade transfronteiriça e aprimorar o combate a crimes que envolvem dados sensíveis de policiais civis e militares.

A investigação da Operação Rollback segue em curso para identificar outros envolvidos e avaliar o alcance do esquema, inclusive possíveis impactos em sistemas institucionais de segurança pública. Novas informações devem ser divulgadas à medida que a apuração avance.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Polícia Militar desarticula laboratório de refino de drogas em Palmas e apreende 4,558 kg de substância análoga à cocaína

 Na noite de quarta-feira (22), a Polícia Militar do Tocantins (PMTO), por meio do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e da ROTAM, desarticulou um laboratório de refino de drogas na região sul de Palmas. A ação resultou na prisão de dois homens, de 26 e 30 anos, e na apreensão de entorpecentes, armamentos e equipamentos usados no preparo da droga.

 O serviço teve início após denúncias anônimas sobre o funcionamento do laboratório na quadra 704 sul. Em patrulhamento estratégico, os policiais localizaram o imóvel e procederam à abordagem. No local foram encontrados um revólver calibre .36, um rifle calibre .22 escondido sob uma cama e uma mala contendo aproximadamente 4,558 kg de substância análoga à cocaína.

Também foram apreendidos uma prensa hidráulica — utilizada para compactação e refino — duas balanças de precisão, 146 munições de diversos calibres e materiais para acondicionamento dos ilícitos. Um dos detidos indicou o endereço de um segundo suspeito, localizado na 504 norte, onde equipes da Agência de Inteligência do BPCHOQUE, com apoio da Polícia Federal, realizaram nova abordagem.

Todos os envolvidos, juntamente com as armas, munições e as substâncias apreendidas, foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal para a formalização dos procedimentos legais e continuidade das investigações. A PMTO informou que a ação reforça o trabalho de inteligência e o combate ao tráfico na capital.

Operação “Prerrogativa de Fachada”: FICCO/TO prende investigado que usava identidade de advogado para infiltrar facção no Judiciário

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), em ação conjunta da Polícia Civil do Tocantins e da Polícia Federal, deflagrou na manhã desta sexta-feira (24) a Operação “Prerrogativa de Fachada”. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra um investigado apontado como articulador estratégico de uma facção criminosa.

De acordo com as investigações, o suspeito, identificado pelas iniciais D.M.T., utilizava de forma fraudulenta a identidade profissional de advogado para transitar livremente e atuar na logística do narcotráfico. O número de inscrição na OAB/PA apresentado pertencia a um advogado que faleceu em maio de 2015.

Valendo-se dessa falsificação, o investigado teria obtido acesso indevido ao sistema de processo eletrônico do Tribunal de Justiça do Tocantins (e-Proc). Pelo sistema, monitorava em tempo real investigações sigilosas, pedidos de quebra de sigilo e mandados judiciais contra integrantes da organização criminosa, o que teria permitido a evasão de ações policiais e a continuidade das atividades ilícitas.

Além do acesso indevido a informações judiciais, as apurações indicam que D.M.T. atuava como peça-chave no tráfico interestadual de cocaína, coordenando movimentações e rotas logísticas da organização.

Os mandados foram cumpridos em um hotel em Palmas apontado como residência e base de operações do investigado. Durante a ação, as equipes bloquearam o perfil fraudulento no e-Proc para impedir novas consultas e deslocamentos indevidos dentro do sistema judicial.

O nome da operação alude ao uso indevido das prerrogativas da advocacia para encobrir e facilitar crimes. A FICCO/TO — formada pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal — reforça que a integração entre esferas federal e estadual é fundamental para a investigação e repressão a organizações criminosas que ameaçam a ordem pública.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Motorista é preso com 467 kg de cocaína escondidos em carga de abacaxi na BR-153

 Na noite de domingo (12), a Polícia Federal prendeu um motorista suspeito de transportar 467 kg de cocaína escondidos em um caminhão carregado de abacaxis. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização na rodovia BR-153, em Tabocão (TO).

 Segundo a PF, a ação foi resultado de troca de informações entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins e a Polícia Militar de Goiás, com objetivo de desarticular uma logística utilizada por organização criminosa que disfarça entorpecentes como carga de alimentos. Após a abordagem, os tabletes da droga foram recolhidos e encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Tocantins.

O motorista foi autuado pela Polícia Federal e conduzido à Unidade Prisional de Guaraí. Não foram divulgadas, até o momento, informações sobre a identidade do suspeito ou sobre a origem e destino final da droga.

Em ação complementar, os abacaxis apreendidos serão doados à Secretaria Municipal de Educação de Guaraí para distribuição na rede municipal de ensino. A Polícia Federal informou que a iniciativa busca transformar o ocorrido em benefício direto à população local, reutilizando a carga de alimentos que não apresenta risco à saúde.

A investigação segue para identificar a rota da organização criminosa e outros envolvidos no esquema de transporte e ocultação da droga.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Operação Código Branco: PF investiga fraudes em licitações e desvios na saúde do Tocantins

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta ultima quarta-feira (8) a Operação Código Branco, cumprindo dez mandados de busca e apreensão em cidades da região norte do Tocantins e do Bico do Papagaio, entre elas Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro.

 A ação apura fraudes em processos licitatórios, subcontratações vedadas, repasses financeiros suspeitos e possível ocultação de origem de recursos.

Segundo a PF, as investigações apontam que uma empresa de serviços médicos foi direcionada em licitações, sem competitividade, e teria atuado como fachada para simular capacidade operacional e viabilizar pagamentos indevidos a agentes públicos. As buscas visam reunir provas e interromper o uso dessa empresa para fraudar certames.

Foram identificadas, ainda, subcontratações proibidas pelo edital e movimentações financeiras suspeitas que podem configurar lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A operação foi autorizada pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.

Prefeituras envolvidas se pronunciaram: a Prefeitura de Filadélfia informou que a PF apenas ouviu um profissional de saúde em plantão e que a investigação não se relaciona diretamente ao município; Araguaína afirmou que os mandados foram cumpridos em uma empresa local sem vínculo com a administração municipal; Barra do Ouro declarou ter seguido a legislação em licitações, realizado os serviços contratados e prestado contas conforme normas vigentes.

A Polícia Federal informa que os investigados podem responder por fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

O nome da operação, Código Branco, faz referência ao termo médico que indica emergências que exigem resposta imediata e atuação coordenada, simbolizando a necessidade de atuação rápida das autoridades no caso.

segunda-feira, 16 de março de 2026

PF deflagra “Operação Cortina Digital” e mira violência política de gênero no Tocantins

 A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (12/3) a Operação Cortina Digital, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de praticar violência política de gênero no âmbito eleitoral em Colinas do Tocantins (TO).

 Cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE/TO), os agentes apuraram que o caso teve início após um discurso de abertura do ano legislativo na Câmara Municipal, quando um agente público teria ameaçado e constrangido uma vereadora no exercício do mandato.

As investigações indicam que redes sociais controladas por servidores públicos eram usadas para disseminar informações inverídicas e promover uma campanha difamatória contra a vereadora e outros agentes políticos ligados à vítima. Segundo a PF, a conduta configuraria violência política de gênero quando há constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça motivada por menosprezo ou discriminação contra a condição de mulher.

Se condenados, os suspeitos poderão responder pelo crime de violência política de gênero contra detentora de cargo político, cuja pena prevista pode chegar a quatro anos de reclusão e multa, conforme apuração das autoridades. A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e responsabilidades.

Imperatriz-MA: PF deflagra Operação Hermes e mira envio de dinheiro falso pelos Correios

A Polícia Federal deflagrou, na sexta-feira (13/3), a Operação Hermes para desarticular uma rede que utilizava fluxos postais para enviar papel‑moeda inidôneo de outros estados para Imperatriz (MA).

 A ação busca coibir o uso de canais legítimos de transporte para a circulação de moeda falsa e fraudes ao sistema financeiro nacional.

Durante a operação, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Imperatriz, após representação da própria PF. O objetivo foi apreender provas e documentos que possam comprovar a participação de envolvidos e mapear a logística utilizada no esquema.

A investigação permanece em andamento e a Polícia Federal não divulgou, até o momento, detalhes sobre prisões ou apreensões de material. Novas informações serão repassadas conforme o avanço das diligências e decisões judiciais.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Irlandês suspeito de matar criança de 3 anos é preso pela PF em São Luís e será deportado

 A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (23), um homem de 32 anos, natural da Irlanda, em São Luís. Ele estava em situação migratória irregular no Brasil desde julho de 2024 e foi detido pela Delegacia de Polícia de Migração (DELEMIG) do Maranhão, com apoio do Núcleo de Cooperação Internacional.

 Segundo a PF, a prisão ocorreu graças à cooperação entre as autoridades brasileiras, a Polícia Nacional Irlandesa (An Garda Síochána) e as representações da PF na Colômbia e no Reino Unido. O chefe da DELEMIG, Luis André Almeida, afirmou que a ação demonstra a eficácia do controle migratório aliado à cooperação internacional.

O homem é suspeito de ser responsável pelo homicídio do menino Daniel Aruebose, de aproximadamente 3 anos, ocorrido em 2021 no norte de Dublin, cujos restos mortais foram localizados pela polícia irlandesa. A investigação em Dublin também levou à prisão, nesta semana, de uma mulher na faixa dos 20 anos, ex-companheira do suspeito, apontada como possível participante do crime.

O processo de deportação está em andamento: o suspeito será enviado de volta à Irlanda para responder às acusações de homicídio. A PF informou que manterá a colaboração com as autoridades internacionais até a conclusão dos trâmites.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Ministro Nunes Marques concede liminar e autoriza retorno de Wanderlei Barbosa ao governo do Tocantins após três meses afastado por suspeitas de desvio.

 O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar nesta sexta-feira (5) autorizando o retorno do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao cargo do Tocantins.

 A decisão suspende o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi proferida no âmbito de um habeas corpus impetrado pela defesa do governador. A liminar ainda deverá ser referendada pela Segunda Turma do STF.

Wanderlei Barbosa estava afastado desde 3 de setembro de 2025, quando o ministro Mauro Campbell, do STJ, determinou sua substituição por prazo cautelar de 180 dias em razão de investigação sobre suposto desvio de recursos públicos em contratos para aquisição de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Na ocasião, a primeira-dama Karynne Sotero também foi afastada das funções, mas a liminar do STF não menciona o retorno dela ao exercício de quaisquer funções.

Na decisão, Nunes Marques considerou que o afastamento administrativo do chefe do Executivo estadual provoca “grave instabilidade política e jurídica”, especialmente às vésperas do ano eleitoral, e destacou que a substituição cautelar de um governador exige fundamentação robusta e demonstração inequívoca de necessidade. O ministro registrou que a Procuradoria-Geral da República manifestou-se contra o afastamento no curso do processo.

O relator afirmou ainda que os elementos indiciários colhidos pela Polícia Federal não demonstraram risco concreto à aplicação da lei penal ou à ordem pública que justificasse a medida cautelar de afastamento. Por isso, deferiu a liminar para suspender até o julgamento definitivo do habeas corpus tanto a medida de afastamento quanto a proibição de acesso ou frequência a prédios oficiais.

A defesa de Wanderlei Barbosa confirmou a publicação da decisão e, em nota, afirmou que “recebe com serenidade a decisão emanada do Supremo Tribunal Federal, a qual viabiliza o seu retorno ao cargo para o qual foi legitimamente eleito”. O advogado destacou que a liminar preserva, segundo a defesa, a normalidade administrativa do Estado.

As investigações que motivaram o afastamento tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ e apuram possíveis crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa, relacionados a contratos firmados em 2020 e 2021 pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), então vinculada à gestão de Wanderlei. Segundo a Polícia Federal, haveria indícios de contratações ilícitas e de atuação de Karynne Sotero na intermediação e organização documental para o recebimento de recursos.

Em 12 de novembro de 2025, durante o afastamento, Wanderlei voltou a ser alvo de diligências da Polícia Federal, na Operação Fames-19 foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. A PF apurou indícios de que investigados teriam utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais ligados às apurações, o que teria causado embaraço às investigações. Na ocasião, agentes relataram ter encontrado, na residência do governador, dispositivos eletrônicos com sinais de restauração de fábrica.

Com a liminar de Nunes Marques, o governador reassume as funções enquanto o habeas corpus segue para julgamento definitivo pela Segunda Turma do STF. A decisão promete repercutir politicamente no Tocantins e pode influenciar o cenário eleitoral local; por ora, as apurações criminais prosseguem nos autos do STJ e nas investigações da Polícia Federal.