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segunda-feira, 25 de maio de 2026

PRF apreende 63 m³ de madeira nativa com documentação falsa em Paraíso do Tocantins

Na manhã de quintafeira, 21 de maio de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu aproximadamente 63 metros cúbicos de madeira nativa transportada irregularmente em Paraíso do Tocantins (TO). A ação ocorreu durante fiscalização no km 499 da BR153, em frente à Unidade Operacional da PRF.

 Por volta das 11h45, os agentes abordaram um conjunto veicular composto por caminhãotrator e semirreboques cobertos por lona, conduzido por um homem de 49 anos. Durante a revista, o motorista apresentou documentação fiscal que indicava transporte de gesso — um documento datado em 31 de março de 2026.

Após consultas aos sistemas e determinação da retirada das lonas para inspeção visual, o condutor confessou que a carga era, na verdade, madeira nativa. A fiscalização constatou que os semirreboques estavam totalmente carregados com madeira, em desacordo com a documentação apresentada, e que não havia o Documento de Origem Florestal (DOF) obrigatório para transporte de produto florestal.

Diante dos fatos, a PRF registrou, em tese, os crimes de transporte de madeira sem licença e falsidade ideológica. A carga e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins/TO para os procedimentos legais cabíveis.

A PRF reforça que ações de fiscalização na malha rodoviária visam coibir o transporte ilegal de recursos naturais e proteger áreas ameaçadas pelo desmatamento. Investigações adicionais serão conduzidas pela Polícia Civil para apurar a origem da madeira e responsabilidades.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Operação Carta Marcada: PF investiga suspeitas de fraudes na saúde indígena do Tocantins

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (6/5) a Operação Carta Marcada, destinada a apurar possíveis irregularidades administrativas e ilícitos no sistema de saúde indígena do Tocantins. A ação contou com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

 As diligências foram realizadas em endereços funcionais e residenciais em Palmas (TO) e em Bonfinópolis (GO). Agentes federais recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e a formação do acervo probatório.

Segundo a investigação, há indícios de fraudes administrativas, desvios de recursos públicos e falsificação de registros, além de outras práticas que teriam prejudicado a prestação regular dos serviços de saúde às comunidades indígenas da região. As medidas judiciais têm por objetivo resguardar a integridade das evidências e prevenir a continuidade de ações lesivas ao interesse público.

Os investigados poderão responder, conforme apuração e responsabilidades comprovadas, por crimes como peculato, falsidade ideológica, fraude em licitação e associação criminosa. A Polícia Federal informou que a operação segue em andamento e que novas informações serão divulgadas ao longo das investigações, respeitando o sigilo necessário.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Operação 2º Tempo: buscas na casa do ex-prefeito Paulo Gomes, Aliados e Prefeitura investigam repasses irregulares de R$ 5,1 mi ao Tocantinópolis E.C.

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação 2º Tempo para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados a um clube de futebol de Tocantinópolis.

 A ação, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão, teve como destaque as diligências realizadas na residência do ex-prefeito Paulo Gomes, apontado nas investigações como um dos principais responsáveis por autorizar repasses irregulares ao time durante quase todo o seu mandato.

Coordenada pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado, com o apoio da Dracco, Gote, Denarc, DHPP-Gurupi e DRCOT, a operação mira crimes como peculato, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações foram deflagradas a partir de relatórios de inteligência financeira do Coaf que sinalizaram movimentações atípicas relacionadas a repasses públicos ao clube.

Segundo apuração policial, o esquema teria três eixos: autorização de repasses irregulares por gestores municipais, entre eles Paulo Gomes, cujo patrimônio já havia sido alvo de bloqueio judicial, uso do clube como estrutura de fachada com falsificação de documentos (atas e recibos) e posterior redistribuição/ocultação dos valores, com transferências para contas pessoais e saques em espécie para dificultar o rastreamento.

 O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 5.141.154,17. A investigação aponta que o fluxo de repasses investigado remonta a 2009 e se manteve de forma contínua até 2024, sendo que o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins já havia apontado irregularidades em repasses anteriores (Acórdão nº 638/2009).

Para o cumprimento das diligências foram mobilizados 34 policiais civis, 32 investigadores e dois peritos, que recolheram documentos administrativos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis. Além da busca na casa do ex-prefeito, foram alvo das ações a sede do clube, residências de outros investigados e setores da Prefeitura Municipal. Um dos alvos é policial militar da ativa, o que motivou apoio da Polícia Militar durante a operação.

A denominação “Operação 2º Tempo” faz alusão ao segundo tempo de uma partida de futebol, simbolizando a continuidade das investigações contra supostos ilícitos que teriam usado o esporte como fachada. A Polícia Civil ressalta o compromisso de apurar os fatos de forma técnica e rigorosa, visando responsabilizar os envolvidos e resguardar o patrimônio público.