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terça-feira, 23 de junho de 2026

PRF apreende 81,94 m³ de madeira nativa sem documentação em duas ações na BR-153

Nos dias 19 e 21 de junho de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou duas apreensões de grande volume de madeira nativa na BR-153, no Tocantins, totalizando 81,94 m³ de material transportado sem a documentação ambiental obrigatória. 

A primeira ocorrência aconteceu na sexta‑feira (19), por volta das 16h30, no km 246 da BR‑153, em Colinas do Tocantins. Policiais que realizavam fiscalização por análise de risco abordaram um conjunto veicular carregado com estacas de madeira nativa. O condutor não apresentou Guia Florestal nem Nota Fiscal da carga, documentos exigidos para o transporte legal de madeira, e, após medição, foi constatado o volume de aproximadamente 51,52 m³.

A segunda ação ocorreu no domingo (21), às 15h12, em Araguaína. Outro caminhão carregado com madeira nativa foi parado e o motorista também não apresentou documentação ambiental ou fiscal. A medição apontou cerca de 30,42 m³ de madeira, além de excesso de peso no veículo.

Em ambos os casos, a PRF registrou, em tese, o crime de transporte de madeira sem licença válida. As cargas e os veículos foram apreendidos e encaminhados aos órgãos competentes para providências administrativas e criminais cabíveis.

A PRF reforça a importância da documentação legal para o transporte de produtos florestais e informa que seguirá com fiscalizações para coibir crimes ambientais e garantir a segurança nas rodovias.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

PRF apreende 64m³ de madeira de espécie ameaçada e prende suspeitos por adulteração no Tocantins

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, entre sexta (10) e domingo (12), operações que resultaram na apreensão de mais de 64 m³ de madeira ilegal em Guaraí/TO e na prisão de condutores por adulteração de sinais identificadores e receptação de veículo furtado em Tocantinópolis e Palmas.

Na noite de sexta (10), por volta das 21h, agentes da PRF abordaram um caminhão no km 333 da BR-153, em Guaraí. O veículo apresentava falhas na iluminação traseira e na sinalização, o que coloca em risco a segurança viária. O motorista declarou transportar madeira da espécie Acapu (Vouacapoua americana), mas não apresentou documentação fiscal nem autorização ambiental. Consulta ao sistema da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMAS/PA) não indicou regularidade.

Após a cubagem, a carga totalizou aproximadamente 64,39 m³. A espécie Acapu está classificada como “Em Perigo (EN)” pela Portaria MMA nº 148/2022, o que proíbe seu transporte e comercialização sem autorização específica. Verificou-se ainda que o mesmo veículo já havia sido utilizado em ocorrência de transporte irregular de madeira registrada em outubro de 2025, apontando possível reincidência. A carga foi apreendida e a ocorrência encaminhada às autoridades competentes, havendo, em tese, indício de crime ambiental por transporte sem licença.

No fim de semana, a PRF também atuou em dois casos de adulteração de sinais identificadores de veículos. No sábado (11), em fiscalização no km 22 da BR-230, em Tocantinópolis, uma Honda CG 160 foi apreendida após constatarem-se indícios de abrasão e remarcação no chassi e no motor, além de inconsistências na placa. O documento apresentado posteriormente continha QR Code vinculando-o a outro veículo. O condutor foi preso e encaminhado à Central de Flagrantes de Tocantinópolis.

No domingo (12), por volta das 19h07, no km 457 da BR-010, em Palmas, a equipe abordou um Fiat Mobi cuja verificação indicou adulteração nos sinais identificadores. Foi constatado que o veículo original possuía registro de furto. O condutor foi preso em flagrante e o veículo levado à Central de Atendimento da Polícia Civil de Palmas para os procedimentos legais.

As ações reforçam a fiscalização rodoviária e o combate a crimes ambientais e de receptação ou fraude documental no Tocantins.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

PRF apreende 55,46 m³ de madeira ilegal em Guaraí e prende homem por uso de documento falso em Araguaína

 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, nesta terça-feira (16), duas ações em rodovias do Tocantins que resultaram em apreensão de madeira e prisão por uso de documento falso.

 Em Guaraí, por volta das 15h40, no km 332 da BR-153, agentes abordaram um conjunto veicular Volvo/FH com dois semirreboques. A carga, declarada como madeira serrada e cavacos na Guia Florestal apresentada, escondia grande quantidade de estacas e mourões — produtos distintos dos autorizados pela documentação. A nota fiscal também trazia divergências em relação à guia, e o conjunto veicular usado diferia daquele autorizado, o que invalida a documentação conforme a Instrução Normativa nº 21/2014 do IBAMA. Após cubagem, foram apreendidos 55,46 m³ de madeira de origem nativa. Condutor e empresa já tinham histórico de envolvimento em crime ambiental em outubro. Veículo e carga foram retidos e permanecerão à disposição do órgão ambiental e da Justiça.

Em Araguaína, por volta das 17h12, no km 145 da BR-153, a PRF abordou um Chevrolet/Onix cujo condutor apresentou Carteira Nacional de Habilitação com indícios de falsificação e dados inconsistentes nos sistemas. Diante dos indícios, o homem foi preso por uso de documento falso e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Araguaína. Durante a abordagem, outro veículo trafegava em conjunto com um parente do condutor; este demonstrou nervosismo diante de questionamentos sobre divergências nos sobrenomes.

terça-feira, 22 de março de 2011

PREFEITO DE PONTE ALTA É ALVO DE AÇÃO POR MANTER PISTA DE AVIÃO PRÓXIMO A RESERVA DA ESTAÇÃO SERRA GERAL DO TOCANTINS

Cleiton Maia
         O prefeito do Tocantins é acusado pelo Ministério Público Federal de manter uma pista de pouso nas proximidades de uma estação ecológica, sem possuir a devida licença ambiental.
Segundo o MPF, o prefeito de Ponte Alta do Tocantins Cleyton Maia Barros (DEM), também mantém uma jazida de cascalho abandonada nas proximidades da Estação Serra Geral do Tocantins, a segunda maior unidade de conservação do cerrado brasileiro.
O órgão entrou com a ação com base em relatório de agentes do Instituto Chico Mendes, do governo federal, que descobriram a existência da obra em 2009.
Na época, Barros foi notificado a apresentar as licenças ambientais das duas obras. Ele não se manifestou.
foto do mesmo modelo do prefeito
Técnicos do instituto constataram erosão em processo acelerado na área devido à retirada da cobertura vegetal. Segundo a analista ambiental Lilian Lindoso, a área desmatada corresponde a 1,5 hectare (15 mil m2).
O MPF pede, na ação, que o prefeito apresente um projeto de recuperação da área atingida em até 90 dias.
O órgão também solicita multa diária em caso de uso da pista, além do pagamento de uma indenização de R$ 40 mil pelo tempo de uso.
A aplicação das medidas ainda deve ser avaliada pelo juiz responsável pelo caso.
O PREFEITO
Cleyton Maia afirma que não tem licença ambiental para a pista de pouso, mas diz que o problema é comum no Estado. "Sobrevoe dez pistas. Oito são homologadas."
Ele diz que a pista fica dentro de sua chácara, comprada há seis anos, e que a construiu na mesma época para uso de sua aeronave, um bimotor do modelo Sêneca.
Afirma ainda que a pista têm sido usada mais pelo poder público do que por ele. A PM e o próprio Ibama, diz, já usaram o local. O órgão nega.
A defesa fala que a jazida de cascalho existe há mais de 25 anos e também foi usada por órgãos públicos.
Fonte: Jornalfloripa

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MPE AJUÍZA AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR DANO AMBIENTAL CONTRA DONO DE FAZENDA EM AUGUSTINÓPOLIS

Imagem Ilustrativa

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou Ação Civil Pública contra Claudio Miguel da Silva, proprietário da Fazenda Bacuri/Chácara Serra, em Augustinópolis, pelo desmatamento de uma área de 10 hectares de vegetação nativa (cerrado), sem qualquer estudo prévio e sem licença do órgão ambiental competente.
Uma equipe do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – foi até o local para averiguar a área de desmatamento, tendo notificado e multado o proprietário em R$ 3 mil. Mesmo com o pagamento da multa, o Ibama considera que ainda há danos ambientais que precisam ser sanados, no entanto, o proprietário da fazenda não manifestou qualquer interesse em repará-los.
Nesse sentido, o MPE propôs Ação Civil Pública, na última sexta-feira, 21, a fim de obrigar o responsável a recuperar o dano causado. O promotor de justiça Celsimar Custódio, autor da ação, entende que a área da floresta foi amplamente destruída, sem nenhum limite ou restrição, configurando um grande prejuízo à fauna e à flora da região.
Conforme requerido na ação, Claudio deverá iniciar o reflorestamento da área prejudicada e acompanhar o desenvolvimento das mudas até atingirem a etapa adulta, preservando as espécies nativas do cerrado, além de responder por dano moral coletivo ao meio ambiente, cuja indenização, em valor correspondente ao dano, deverá ser revertida ao Fundo Estadual dos Direitos Difusos.
Caso não cumpra a obrigação, o proprietário ficará sujeito ao pagamento de multa no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso.
Fonte: Assessoria de Comunicação do MPE

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PF E IBAMA REALIZAM OPERAÇÃO CONTRA CRIMES AMBIENTAIS NO TOCANTINS

Com o objetivo de combater crimes ambientais no Tocantins, a Polícia Federal (PF), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realiza hoje a operação Cantiga. Pelo menos 40 policiais federais e 11 servidores do Ibama estão envolvidos na ação, que cumpre dez mandados de busca e apreensão e dez mandados de condução coercitiva em Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Palmas.
Segundo a PF, as investigações começaram em abril do ano passado, após ofício encaminhado pela Superintendência do Ibama no Estado, no qual contém informações a respeito da possibilidade de falsificações de anilhas oficiais para serem usadas na identificação individual de aves nativas. O esquema estaria sendo utilizado por uma quadrilha que comercializava aves usando as anilhas para maquiar a origem delas e forjando sua legalidade.
O nome da operação, Cantiga, se refere ao canto das aves aprisionadas, como do curo e azulão, geralmente capturadas e vendidas pelo seu canto. Os envolvidos são investigados e podem responder por práticas de crimes contra o meio ambiente, uso e falsificação de anilhas oficiais, formação de quadrilha e outros crimes, e podem pegar até dez anos de prisão. As aves recuperadas serão encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres - Cetas, do Ibama, em Goiânia (GO).
Fonte: G1

EM XAMBIOÁ WILMAR LEITE É SUSPEITO DE INTEGRAR GRUPO DE EXTERMÍNIO

Wilma Leite

A Polícia Civil cumpriu, na manhã de ontem, um mandado de busca e apreensão na Fazenda Eldorado, próximo a Xambioá. Segundo a Delegacia de Especialização em Investigação Criminal (Deic) de Araguaína. Wilmar Leite, titular da propriedade e esposo da prefeita de Xambioá, Ione Leite (PP), é acusado de participar de um grupo de extermínio.
Wilmar Leite, que está foragido da Justiça, também é acusado de participar do assassinato de Isabel Pereira Barbosa no ano passado, em um caso que envolve uma briga familiar pela disputa da Prefeitura de Xambioá.
Segundo o delegado da Deic, Evaldo de Oliveira Gomes, a polícia buscou ossadas de corpos que estariam enterrados na propriedade. Hoje, as buscas prosseguem. O mandado foi expedido pelo juiz substituto, Alan Ribeiro da Silva, após uma denúncia anônima. Segundo a denúncia, Wilmar Leite seria responsável pela morte de seis trabalhadores rurais na sua fazenda entre 1980 até 2000.
Segundo o advogado do foragido, Paulo Roberto da Silva, esse mandado é ilegal e retrata abuso de autoridade, pois as investigações iniciaram sem nenhum conhecimento da família do suposto acusado. Além disso, disse que essa denúncia já prescreveu. “Vamos tomar todas as medidas judiciais possíveis, essa denúncia é plantada”, afirmou o advogado.
Fonte: Lara Tavares/JT