Vai virar lei: Com apoio de Dorinha, Senado aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças
A proposta vale inclusive para crimes praticados com o uso
de inteligência artificial. Segundo a senadora, é preciso criar instrumentos
legais mais eficazes, estabelecer responsabilidades e impedir que a impunidade
prevaleça.
O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, o Projeto de
Lei nº 3.066/2025, que aumenta as penas para crimes sexuais cometidos contra
crianças e adolescentes, inclusive quando praticados com o uso de inteligência
artificial. A proposta segue agora para sanção presidencial.
O PL 3.066/2025 aumenta as penas para crimes sexuais contra
crianças e adolescentes, inclusive quando cometidos com o uso de inteligência
artificial. A proposta eleva de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos de reclusão a pena
para quem adquirir, armazenar ou possuir material de violência sexual
infantojuvenil e autoriza órgãos de investigação a realizarem rondas virtuais
em ambientes digitais públicos para identificar esse tipo de crime, sem
necessidade de autorização judicial prévia.
Durante a votação, a senadora Professora Dorinha Seabra
(União) defendeu o endurecimento da legislação e afirmou que o ambiente digital
precisa estar sujeito às mesmas responsabilidades e punições aplicadas no mundo
real. “O avanço da tecnologia exige que o
Estado acompanhe as novas formas de violência, especialmente aquelas que
atingem crianças e adolescentes. A internet, todo o sistema digital e a
inteligência artificial não são terra de ninguém. São espaços que precisam ser
regulados. A punição precisa acontecer porque estamos lidando com o direito de
milhares de crianças e jovens que nos cabe proteger", afirmou.
Proteção à infância
Dorinha ressaltou que o enfrentamento à violência sexual não
pode se limitar ao aumento das penas. Segundo ela, é necessário integrar
educação, justiça e órgãos de proteção para garantir uma resposta efetiva às
vítimas, principalmente nos estados mais vulneráveis. "A legislação brasileira já é robusta, mas precisa acompanhar a
realidade. Não basta reconhecer a gravidade desses crimes. É preciso criar
instrumentos legais mais eficazes, estabelecer responsabilidades e impedir que
a impunidade prevaleça", disse.