Após Aplicação de remédio Vencido na UPA e Entrega de cestas básicas com arroz suspeito; prefeitura planeja gastar R$ 2,35 milhões em shows
Documentos oficiais e relatos de moradores colocam
em xeque as prioridades de gastos da Prefeitura de Tocantinópolis.
Em junho de
2026 a administração firmou contratos para atrações musicais que somam R$ 2.914.400,00:
São R$ 160.000,00 para Kailane Frauches (contrato assinado em 12/06/2026; show do
dia do Evangélico) R$ 400.000,00 para Tony Salles (contrato assinado em
18/06/2026; show em 27/07/2026), e R$ 550.000,00 para Joelma, “Turnê Isso é
Calypso” (contrato assinado em 23/06/2026; show em 28/07/2026). Um folder
divulgado nas redes sociais detalha diversas outras atrações e compõe a base
das críticas que totalizam mais R$ 1.804.400,00.
Enquanto milhões são destinados a festas, moradores
relatam falhas em serviços essenciais: merenda escolar de péssima qualidade nas
unidades municipais e denúncias de medicamentos vencidos sendo aplicados na UPA
e cestas básicas entregues com arroz com validade vencida. Usuários dos
programas sociais afirmam que a população mais vulnerável tem recebido
assistência inadequada.
Destruição
da orla e protesto de moradores
Intervenções com máquinas na orla do Rio Cair, com
retirada de bancos e árvores, teriam sido realizadas para alargar passagem
destinada ao ônibus de artistas. A moradora Nayane Januário registrou imagens e
descreve o ato: “Destruíram os bancos da
praça, tiraram os pés de ipê... Para uma festa de uma hora, você derruba uma
estrutura de mais de 70 anos?”. Nas imagens, aparece um trator removendo
piso e derrubando mobiliário público. Moradores questionam a quem recorrer se a
própria Secretaria do Meio Ambiente está envolvida nessas ações.
Contratos, pagamento e transparência Os contratos
obtidos indicam inexigibilidade de licitação e autorizam pagamentos antecipados
(parcelas de 50% na assinatura e 50% antes do evento). A soma dos cachês e a
justificativa para priorizar grandes atrações têm gerado indignação e pedidos
de explicações sobre a destinação das rubricas orçamentárias.
Munícipes
pedem: