AGORA É LEI: Dorinha aponta novo PNE como eixo para melhorar a aprendizagem e enfrentar desigualdades
O presidente Lula sancionou nesta terça-feira, (14), a Lei nº
15.388/2026, que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE),
abrindo um ciclo de dez anos de metas e diretrizes para a educação
brasileira. Em discurso no plenário, a senadora Professora Dorinha
(União) destacou que o plano é resultado de amplo debate e estabelece um
caminho claro que vai da educação infantil à pós-graduação. “É um instrumento que organiza prioridades e define onde o Brasil precisa chegar em cada etapa da educação”, afirmou.

Um dos pontos centrais, segundo a senadora, é a ligação direta entre
metas e orçamento público. O PNE passa a orientar os investimentos da
União, estados e municípios, criando uma base mais consistente para
transformar planejamento em resultados. “Não basta definir
objetivos. É preciso garantir que os recursos estejam comprometidos com
essas metas, assegurando o direito de todos os brasileiros de aprender”,
ressaltou. O plano também trata da valorização dos profissionais da
educação, reconhecendo o papel estratégico dos docentes na qualidade do
ensino.
Dorinha ainda enfatizou que o novo PNE dialoga com avanços
estruturais já consolidados, como o Fundeb, fortalecendo o financiamento
da educação. A expectativa é ampliar o acesso, reduzir desigualdades e
avançar em áreas críticas, como a oferta de creches e a educação em
tempo integral, especialmente em regiões mais vulneráveis. “Estamos
falando de garantir oportunidades para todas as crianças e jovens, em
cidades grandes ou pequenas, em comunidades indígenas e quilombolas. É
um marco importante. Agora, cabe a estados e municípios transformarem
esse plano em ações concretas para os próximos dez anos”, concluiu.
Sobre o PNE
O novo PNE estabelece o planejamento da educação brasileira para os
próximos dez anos, com previsão de ampliar o investimento público até
7,5% do PIB no sétimo ano e 10% ao final do período.
O plano reúne 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias, com foco em
melhorar a aprendizagem, a qualidade do ensino e reduzir desigualdades.
Também fortalece a articulação entre União, estados e municípios por
meio do Sistema Nacional de Educação, garantindo mais coordenação e
alinhamento na execução das políticas educacionais.
Como eixo central, o plano traz a redução das desigualdades
educacionais, incorporando o princípio da equidade em todas as metas, da
educação infantil à pós-graduação, e combina metas ambiciosas com
mecanismos concretos de implementação, monitoramento e cooperação entre
União, estados e municípios.
Entre os avanços, estão a criação de um programa nacional de
infraestrutura escolar, metas mais ousadas para a educação em tempo
integral e a expansão da educação profissional e tecnológica, com
aumento de matrículas e estímulo à qualificação. O texto também reforça a
valorização docente e prevê investimentos com recursos públicos,
inclusive oriundos de petróleo e gás.