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A saúde pública de Tocantinópolis volta a ser alvo de críticas da população após uma série de problemas registrados nos últimos dias. Depois da denúncia envolvendo a aplicação de medicamentos vencidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), novas situações apontam falhas na gestão do sistema municipal de saúde.
De acordo com informações apuradas, o veículo estava com o licenciamento atrasado e acumula quase R$ 5 mil em multas. Ao todo são 29 infrações registradas. Dessas, cinco foram aplicadas no Estado do Pará, fato que levanta questionamentos sobre possível utilização do automóvel para finalidades diferentes das atividades da saúde pública.
Outro detalhe que chama atenção é que o carro não possui qualquer identificação visual indicando que faz parte da frota da Secretaria Municipal de Saúde.
Além do problema envolvendo o transporte de pacientes, usuários também relataram uma situação preocupante no Posto de Saúde Ana Vina. Segundo relatos, a sala utilizada para curativos apresenta uma mancha aparentemente de mofo, o que tem gerado preocupação entre pacientes que procuram atendimento no local, já que ambientes de saúde exigem condições rigorosas de higiene.
Na Policlínica municipal, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) também denunciam dificuldades para conseguir atendimento. Conforme relatos, médicos estariam atendendo apenas um paciente por família. Assim, caso duas pessoas da mesma residência estejam doentes no mesmo dia, apenas uma receberia atendimento, enquanto a outra precisa retornar em outra data.
As situações relatadas aumentam a pressão sobre a gestão municipal em meio a uma sequência de denúncias envolvendo o sistema de saúde durante o terceiro mandato do prefeito Fabion Gomes.
A população cobra providências e melhorias urgentes no atendimento e na estrutura oferecida à comunidade.
A senadora Professora Dorinha Seabra (União) apresentou o Projeto de Lei 6.461/2025, que garante assistência psicológica on-line, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a brasileiras que sofrem violência fora do país. A proposta abrange tanto residentes permanentes quanto mulheres que estejam temporariamente no exterior.
A iniciativa é uma resposta direta ao aumento da vulnerabilidade dessas mulheres. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, os atendimentos consulares relacionados à violência de gênero cresceram quase 5% em 2024.
Para a senadora, a distância e a barreira cultural agravam o sofrimento das vítimas, que muitas vezes se veem sem saída em solo estrangeiro. “A violência contra brasileiras no exterior é um problema crescente e ainda insuficientemente enfrentado pelo poder público. Barreiras linguísticas, o desconhecimento das leis locais e a ausência de uma rede de apoio familiar ampliam o risco dessas mulheres e dificultam o acesso a ajuda especializada”, afirma Professora Dorinha.
A parlamentar ressalta que, em muitos casos, o Estado brasileiro é o único porto seguro em que essas mulheres confiam. O PL busca justamente formalizar esse apoio, utilizando a telessaúde para conectar psicólogos do SUS a quem precisa de suporte urgente, independentemente do fuso horário ou da geografia.
O projeto propõe uma alteração na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), inserindo a assistência psicológica remota como uma diretriz do SUS. Entre os principais benefícios da medida estão:
Integração Governamental: Estimula a cooperação entre os Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores.
Padronização: Cria uma base legal para que o atendimento seja contínuo, seguro e siga protocolos técnicos.
Alinhamento Internacional: Segue recomendações da OMS, ONU Mulheres e OEA sobre o uso da tecnologia na proteção feminina.
"Não podemos deixar essas mulheres desamparadas só porque atravessaram a fronteira. O acolhimento deve ser um direito da brasileira onde quer que ela esteja", justificou.