Mostrando postagens com marcador Redutores de velocidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redutores de velocidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUEBRA MOLAS EM TOCANTINÓPOLIS, A POLÊMICA CONTINUA

O primeiro dos redutores
       Uma semana depois da instalação do primeiro Quebra Molas ou “redutores de velocidade” como alguns preferem chamar, em Tocantinópolis, a polêmica só aumenta mais e mais. A reclamação por parte dos apressadinhos é generalizada, por outro lado há os defensores, que viram na obra uma boa iniciativa para evitar acidentes naquela avenida onde tem duas escolas, uma próxima a outra. Estamos acompanhando a novela dos redutores desde seu inicio, quando na construção do primeiro perguntamos ao secretário de obras o que seria e de que tipo, e ele prontamente nos mostrou. Dois dias depois da construção do primeiro redutor, fomos procurados por um cadeirante, Reginaldo Nascimento, querendo fazer um protesto à construção do mesmo, ele pediu que eu o acompanhasse até o local, para mostrar que “ele” estaria após a conclusão dos dois, redutores impossibilitado de trafegar pela avenida principal da cidade, fato esse que realmente foi comprovado, pelo modelo que lá está, os cadeirantes não poderiam passar pelo local, tendo então que usar a contra mão, para isso. O que Reginaldo fez ao reclamar, foi somente clamar publicamente o seu direito adquirido através da Lei nº 10.098 de 19 de Dezembro de 2000, “que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências”. Quando estávamos gravando Reginaldo fazendo sua reclamação, o Senhor Secretário de Obras do Município chegou ao local e pediu para se explicar dizendo o seguinte: “O cidadão tem toda razão, mas acontece que ainda não foi terminada a obra ele tem que ver depois de feito, ali na frente tem um acesso a cadeirante que foi eu que fiz, e eu vou fazer dois aqui nesse meio atravessando para o outro lado”. Nesse momento Reginaldo respondeu que não poderia se arriscar a passar pela contra mão, onde começou um inicio de bate boca entre os dois.
          Abaixo temos um vídeo mostrando o início da construção dos redutores, e a discussão entre o Secretário e o cadeirante.
Redutores na Rua Diamante ao lado da mesma escola
            Na verdade, Essas ondulações transversais, popularmente conhecidas como “quebra-molas”, são proibidas. “O parágrafo único do artigo 94 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estipula que é proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN”. Atualmente, a lei prevê apenas dois tipos: as de tipo I, que deverão ter altura de até 8 cm, e as de tipo II, que deverão ter altura de até 10 cm. Mesmo assim, alguns municípios insistem em desrespeitar tais normas. Diversas pessoas que sofreram prejuízos decorrentes pelos quebra-molas recorrem ao Judiciário para que os municípios as indenizassem.
Muitos são os casos de prefeituras que tiveram de pagar indenizações a pessoas acidentadas em quebra molas, um dos casos mais citados nestes tipos de ações é a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde um motociclista morreu após perder o controle ao passar por um quebra-molas mal sinalizado.
Veículo passando no outro modelo de redutor
Esse redutor de velocidade construído naquele local    “perto da escola” é fundamental para a segurança das crianças que lá estudam, já que o risco de acidentes era enorme. Já a polêmica gerada está como sempre em outros moldes, o chamado “político social”, pois quem mais reclama dele “o redutor” na maioria são aqueles que enxergam em tudo, uma oportunidade de “queimar” a atual administração.
Mas, nesse caso existem muitas pessoas que reclamam com certa razão, por exemplo, notamos que o primeiro “redutor” construído, não é igual aos demais que foram colocados na Rua Diamante, lateral da Escola Paroquial Cristo Rei, nesses existem uma pequena elevação antes, que facilita a passagem nele. Outras reclamações com certeza irão surgir, como a do rapaz que caiu na sexta feira ao passar pelo local de moto, e, despercebido foi pego de surpresa e estragou a pintura dele e da moto.
Avenida totalmente interditada para obras
Já hoje pela manhã presenciamos o proprietário do Posto Esperança reclamando com o pessoal da prefeitura, porque bloquearam as duas pistas, deixando o posto praticamente isolado já que os motoristas ao ver as placas de obras voltavam na esquina anterior. Seu João reclamava com razão sobre o assunto, ele disse: “Elogiei o quebra molas, isso aqui tava um perigo, tava vendo a hora que uma criança fosse atropelada, machucada, ninguém respeitava a velocidade, e aqui passa cerca de mil crianças com esse dois colégios, mas, para construir, vão e interditam as duas pistas em plena segunda-feira, ta errado, atrapalha o comércio, tinha que ser feito a noite ou pelo menos isolar somente um lado da pista”.
Também ficou completamente isolado o Supermercado Netão, que com certeza deve ter sentido no bolso o prejuízo com o bloqueio desta segunda-feira.
Desvio feito para os cadeirantes
Com a finalização dos dois quebra molas e a construção do acesso aos cadeirantes que sobem a avenida, a obra já está praticamente no fim, porém surgiu outro pequeno problema, os motoqueiros mais apressadinhos estão usando o acesso dos cadeirantes para não terem que passar pelo redutor, é problema em cima de problema.
O mais engraçado nessa história toda é que a brilhante idéia de reviver os quebra molas dentro da cidade partiu de uma criança chamada Beatriz G. Oliveira ela tem apenas 9 anos e estuda o 5º ano na própria Escola Paroquial Cristo Rei. Ela foi candidata ao cargo de Presidente do Governo Estudantil 2011, do turno matutino, fez, entre outras, a promessa durante a campanha de tentar interceder junto à Prefeitura para que fosse feita a instalação dos redutores de velocidade. Era assim que ela se referia a eles em seu discurso. Então, no dia 27 de janeiro ela, juntamente com sua mãe foram na Prefeitura, e o Prefeito lhe falou que já pretendia fazer os redutores, mas com a iniciativa e promessa de Beatriz, o faria o mais rápido possível. Na sexta, dia 28/01, foi protocolado, juntamente com a escola, o ofício solicitando a obra, pedindo, inclusive, que tal medida se estendesse para as demais instituições de ensino, visando a garantir a proteção e segurança dos estudantes da cidade, direitos previstos inclusive no ECA.
Moral da história, uma criança em poucos dias de mandato, fez mais que muitos políticos em 02 anos inteiros.