Relatado pela Professora Dorinha, Senado aprova protocolo nacional contra discriminação nas escolas
Dentre as ações,
a proposta prevê acolhimento às vítimas, ações educativas e a criação de uma
comissão representativa da comunidade escolar para acompanhar a aplicação do
protocolo.
A Comissão de
Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto de lei 4.403/24 que
cria um protocolo nacional para orientar escolas no enfrentamento de casos de
racismo, misoginia e discriminação por orientação sexual ou identidade de
gênero. A proposta recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha
(União), relatora da matéria no colegiado, e segue agora para análise da Câmara
dos Deputados.
Ao apresentar
seu parecer, Dorinha destacou a necessidade de oferecer às instituições de
ensino instrumentos claros para agir diante de situações de preconceito e
violência. Segundo a senadora, muitas escolas ainda enfrentam esses episódios
de forma improvisada, sem procedimentos definidos para acolhimento das vítimas,
registro das ocorrências e encaminhamento aos órgãos competentes. “O objetivo é garantir que as escolas tenham
orientação sobre como proceder, quem acionar e quais providências adotar diante
de situações de discriminação, fortalecendo a proteção aos estudantes e a
atuação articulada com a rede de apoio”, ressaltou a parlamentar.
O texto
estabelece que qualquer manifestação ou suspeita de discriminação deverá ser
comunicada à direção da escola, que ficará responsável por encaminhar o caso às
autoridades competentes, como o Conselho Tutelar e o Ministério Público. A
proposta também prevê acolhimento às vítimas, ações educativas e a criação de
uma comissão representativa da comunidade escolar para acompanhar a aplicação
do protocolo.
Além disso, o
projeto determina que as redes de ensino promovam formação continuada para
professores e profissionais da educação, disponibilizem materiais pedagógicos
sobre o tema, incentivem espaços de reflexão e garantam apoio emocional e
psicológico às vítimas. O poder público também deverá realizar campanhas
educativas periódicas para conscientização e prevenção da discriminação no
ambiente escolar.
"A escola precisa ser um ambiente de aprendizagem, respeito e
proteção. Ter protocolos claros é fundamental para garantir acolhimento e uma
resposta adequada diante de qualquer forma de discriminação", afirmou Dorinha.