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segunda-feira, 25 de maio de 2026

“Caçado pela Justiça: Polícia Civil prende em Porto Nacional homem ligado a múltiplos homicídios”

 Na tarde de 22 de maio de 2025, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Porto Nacional, cumpriu quatro mandados de prisão contra Wesley Parente Pereira, 43 anos, conhecido pelo vulgo “Bad Boy”.  

O acusado compareceu à unidade policial acompanhado de seu advogado após ter sido identificado em investigações da especializada.

Segundo o delegado Wagner Rayelly Pereira Siqueira, titular da unidade, as ordens judiciais são fruto de apurações que ligaram Wesley a crimes de grande repercussão ocorridos no primeiro semestre de 2025. A ação da 7ª DEIC foi determinante para reunir provas e elementos que embasaram os mandados de prisão.

Entre os casos que motivaram as ordens está o homicídio de Lucas Rodrigues da Costa, 21 anos, baleado em 12 de maio de 2025 no setor Jardim dos Ypês, após um desentendimento motivado por uma “brincadeira na piscina”. Testemunhas qualificaram a ação como de “crueldade indescritível”; um adolescente de 17 anos já havia sido apreendido por participação no episódio.

As investigações também apontam Wesley como envolvido na execução de Esequiel Araújo Reis, cujo corpo foi encontrado com marcas de tiros em 18 de abril de 2025, próximo à Ponte de Porto Nacional. Há ainda mandados relacionados a outro homicídio na região central da cidade e a uma regressão cautelar.

Com a prisão, os inquéritos, já encaminhados ao Judiciário, avançam para a fase de responsabilização criminal na Vara do Júri de Porto Nacional. O custodiado permanecerá à disposição da Justiça no sistema prisional do Estado. Para o delegado Wagner Pereira, a captura representa “um duro golpe contra a criminalidade”, já que Wesley era considerado de extrema periculosidade e estava foragido — sua imagem e características haviam sido divulgadas pela SSP/TO antes da apresentação voluntária à polícia.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Polícia Civil deflagra Operação Nêmesis contra grupo que usava agiotagem e intimidação em Guaraí e Palmas

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), deflagrou na manhã desta sexta-feira (24) a Operação Nêmesis. A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas por prazo de 60 dias.

 A investigação apura a atuação de uma associação criminosa armada dedicada à cobrança ilegal de dívidas, com práticas de usura pecuniária, extorsão qualificada e associação criminosa. As apurações apontam que um empresário, de 45 anos, e sua mãe, de 65 anos, sofreram ameaças e intimidações para o pagamento de empréstimos com juros abusivos.

Os fatos teriam começado em Guaraí, quando o empresário contraiu dívida com um dos investigados identificado pelas iniciais F.A.G.A., 52 anos. Ao longo de mais de dois anos, foram cobrados juros mensais elevados — em alguns meses chegando a R$ 4 mil — que tornaram impossível a quitação do débito. Mesmo após a venda do estabelecimento em Guaraí, a dívida não foi considerada quitada.

Após mudar-se para Palmas e abrir novo comércio, o empresário passou a sofrer cobranças ainda mais intensas. Em 25 de fevereiro de 2026, o estabelecimento foi invadido por indivíduos que, mediante grave ameaça e exibição ostensiva de arma de fogo, exigiram o pagamento dos valores. A investigação relata que a mãe da vítima foi alvo de intimidação armada durante a ação.

Entre os investigados estão R.P.V.S., 36 anos (servidor público contratado), D.L.B.J., 30 anos, e V.R.S., 47 anos (ambos servidores públicos efetivos). Há indícios de que alguns integrantes utilizaram suas funções públicas para constranger as vítimas, inclusive com simulação de registros policiais para forçar pagamentos. As provas coletadas envolvem registros audiovisuais e trocas de mensagens que mostram divisão de tarefas entre liderança, articulação logística e execução das cobranças.

O juiz decretou a prisão preventiva dos quatro investigados diante do risco à ordem pública e à instrução criminal. Foram cumpridos mandados de busca em endereços vinculados aos suspeitos e locais relacionados às funções públicas de alguns deles. A operação contou com apoio da DRACCO, DENARC, 6ª DEIC, DRCOT e do GOTE.

“O trabalho investigativo demonstrou a atuação estruturada e reiterada desse grupo, que utilizava ameaças, intimidação e até da condição funcional de alguns integrantes para constranger as vítimas e obter vantagem ilícita. A operação representa uma resposta firme da Polícia Civil contra práticas criminosas que violam a dignidade e a segurança das pessoas”, afirmou o delegado Wanderson Chaves de Queiroz.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a responsabilização dos suspeitos.