Justiça determina que veículos oficiais da Prefeitura e Câmara de Tocantinópolis sejam adesivados e instalados rastreadores
A Justiça da 1ª Vara Cível de Tocantinópolis acolheu duas ações civis
públicas ajuizadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e
determinou a regularização do uso e do controle de veículos oficiais da
Prefeitura e da Câmara Municipal.
As decisões confirmam medidas requeridas pela 1ª Promotoria de
Justiça local para aumentar a transparência, o controle administrativo e
a proteção do patrimônio público.
As ações foram propostas após investigação do MPTO que apontou
irregularidades como veículos sem identificação oficial, ausência de
controle de deslocamentos, falta de registro de abastecimento e uso
indevido para fins particulares. Recomendações para correção voluntária
foram expedidas, mas a permanência das falhas motivou o ajuizamento das
ações.
Na ação contra o município, o juiz determinou a identificação de
todos os veículos oficiais com adesivos padronizados, implantação de
sistema de rastreamento e controle eletrônico, manutenção de registro
detalhado de circulação e vedação ao transporte de familiares, pessoas
estranhas ao serviço público ou uso para atividades particulares. A
decisão também proibiu a guarda de veículos públicos em residências
privadas. O município tem 90 dias para cumprir as medidas, sob pena de
multa diária, e a sentença confirmou tutela provisória anteriormente
concedida.
Na ação em face da Câmara Municipal e do município, a Justiça
reconheceu irregularidades semelhantes no Legislativo, como a falta de
identificação visual e de mecanismos efetivos de controle. Foram
impostas obrigações para adesivagem obrigatória, implantação de
rastreamento, controle de abastecimento, monitoramento de quilometragem e
proibição de uso particular dos veículos.
As sentenças ressaltam que a identificação visual dos veículos
oficiais não é mera formalidade administrativa, mas instrumento
essencial de fiscalização social e proteção do patrimônio público, uma
vez que a ausência de identificação dificulta o controle pela sociedade e
favorece o uso indevido dos bens públicos.