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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acidente aéreo mata deputado estadual no Pará

Além de Alessandro Novelino, a queda do bimotor matou piloto e assessor da Alepa.
(Clique e Saiba Mais)


quarta-feira, 23 de março de 2011

INÍCIO DE SEMANA SANGRENTA EM MARABÁ – PA.

Peritos examinando o corpo de José Uelinton

        Marabá nunca teve tão violenta como neste inicio de semana. No primeiro crime com características de vingança ou de acerto de contas resultou na morte do montador caldeireiro José Uelinton Alves Almeida, conhecido como “pé de Gancho”, de 37 anos, executado com cinco tiros na noite de domingo (20). O crime ocorreu na Rua Guido Mutran, Bairro Quilômetro Sete, e atraiu dezenas de curiosos no local.
            A mãe da vítima, Maria Rita Alves dos Santos, contou que o filho havia saído de casa para comprar refrigerante num bar próximo. Perto do estabelecimento, um dos pistoleiros atirou no montador, pelas costas, atingindo o pescoço.
            Segundo a mãe de Uelinton contou, quando ele caiu no chão, o elemento que andava na garupa da moto vermelha desceu e disparou mais quatro tiros contra o “Pé de Gancho” três na boca e um na cabeça. A vítima morreu na hora.
            PREGRESSA
            Segundo o delegado Victor Leal da divisão de homicídios, “Pé de Gancho” tinha passagem pela policia. Ele, aliás, estava sendo acusado de cometer homicídio e também respondia por furto.
            MORTOS A FACADAS
            Também no Domingo (20) Francisco Felipe de Souza, 23 anos, foi assassinado friamente por volta das 22h00min, ao tentar reatar romance com a ex-mulher, identificada como Alessandra. Ele se encontrava em um bar na Rua 10 de junho, no Bairro aparecida, onde também estava a sua ex, bebendo na companhia de amigos, entre eles um homem identificado como Francieudo.
            De repente, Francisco se dirigiu até a mesa em que estava Alessandra para conversar com ela acerca de uma possível reconciliação. Momento em que Francieudo levantou-se e passou a discutir com o ex-marido da mulher, trocando socos e pontapés com este.
            Em seguida, segundo testemunhas que preferiram não se identificarem, Francieudo, armado de faca, teria dito “Sei o que tu queres. Toma essa, seu covarde” e, em seguida aplicou um golpe certeiro no umbigo de Francisco, que morreu minutos depois. Ainda armado com a faca, o homem ainda partiu pra cima de outros dois amigos da vitima, que correram para não morrerem também.
            OUTRA MORTE
            Apenas meia hora depois desse primeiro homicídio, em outro local da cidade, agora na margem da Rodovia PA-150, sentido Jacundá-Marabá, em outro bar, Alex Costa da Silva, 26 anos, matou com uma facada no peito, Ismael Ferreira da Cruz, 31 anos, após discussão por causa de um litro de cachaça.
            Ismael bebia com Alex quando começaram uma discussão banal por causa da bebida, quando Alex jurou de morte o colega e saiu do bar. Minutos depois ele voltou armado de faca e aplicou uma golpe fatal no peito de Ismael, que ainda foi levado ao hospital Municipal, mas, já chegou sem vida.
            Em seguida, Alex foi preso por uma guarnição da Polícia Militar e foi levado para Depol onde sem encontra preso à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de homicídio, com base no Artigo 121 do Código Penal Brasileiro e, se condenado pode pegar de seis a 20 anos de cadeia.
         


            
            CRIME PASSIONAL NO BAIRRO LIBERDADE
Huani Souza Costa, 29 anos, foi morto vítima de facadas no Bairro Liberdade. Segundo informações ele estaria se envolvendo uma mulher casada e foi assassinado pelo companheiro dela. A placa da motocicleta que o assassino andava no momento do crime foi anotada por uma testemunha e está sendo averiguado pela polícia.
“Isso é para você não mexer com a mulher dos outros”. Essa teria sido a ultima frase ouvida pelo tapeceiro Huani Souza, antes de morrer com seis facadas por volta das 07h40min, do Domingo (20), na Avenida Antônio Vilhena, Bairro Liberdade.
 A arma utilizada no crime ficou jogada no outro lado da rua onde o corpo de Hani foi encontrado.
Jones Souza Costa, irmão da vitima afirmou não saber os motivos pelo qual o irmão foi assassinado. Ele contou ainda que Huani estava indo para uma igreja evangélica quando foi abordado pelo assassino, o qual desferiu, traiçoeiramente, três facadas nas costas do tapeceiro.
Mesmo ferido Huani ainda tentou se defender, quando foi ferido com mais uma facada num dos braços e ao cair recebeu mais três no abdômen, morrendo instantaneamente. O Delegado Victor Leal esteve no local do crime levantando as primeiras informações, e informou que trabalha com a hipótese de crime passional. “Nós fizemos o levantamento da ficha de Huani e constatamos que o mesmo tinha ficha limpa, era evangélico, não bebia, não se drogava, era um cidadão ordeiro. Não temos suspeitos, a nossa única linha de investigação é de crime passional”, informou Victor.
            O corpo de Huani foi enterrado na segunda-feira (21), ele era divorciado e deixou três filhos. 

  ESPANCADO, MORTO E JOGADO NO RIO TOCANTINS
           Foi encontrado na tarde da segunda-feira (21) próximo ao flutuante, o corpo do Denílson da Silva, 42 anos, morador da Quadra Folha 33, núcleo Nova Marabá. A vítima estava desaparecida a três dias. A irmã de Denílson contou que ele era casado e que sua esposa encontra-se operada.
            Pelos levantamentos preliminares feitos no corpo, no IML, a vítima teria sido morta a pauladas e, em seguida, desovada no Rio Tocantins.
            OUTRAS MORTES VIOLENTAS
            01 – Ainda no Domingo (20), Ronilson Alves Moreira, 31 anos, foi assassinado a tiros na Vila Santa Fé, zona rural de Marabá. 
            02 – Adriano Pereira da Silva, 20 anos, foi vitima de acidente de trânsito em Nova Ipixuna e morreu no Hospital Regional de Marabá.
Fonte: correiodotocantins

domingo, 13 de março de 2011

O NOVO CICLO DO OURO NO PARÁ

Foto Ilustração
O Estado do Pará ganhou notoriedade nacional e internacional, na segunda metade do século passado, graças à sua extraordinária produção de ouro. Primeiro com os milhares de garimpos espalhados no vale do Tapajós, tendo como pólo de referência a cidade de Itaituba. Acredita-se que tenham sido extraídas da região, a partir de 1950, cerca de 500 toneladas de ouro. Mais tarde, já na década de 1980, a notoriedade ficou por conta de Serra Pelada, que, com seu formigueiro humano, foi na época internacionalmente reconhecido como o maior garimpo de ouro do planeta.
No final da década de 1990, com o declínio da atividade garimpeira, o que fez despencar também os números da produção, parecia ter-se acabado o ciclo do ouro no Pará. Esta era, porém, uma percepção equivocada. Na verdade, o Pará, detentor de alguns dos mais importantes distritos auríferos do país, está iniciando precisamente agora o segundo ciclo do ouro, este com uma importância econômica provavelmente muito superior ao primeiro.
O que muda, neste novo cenário, são as características da atividade extrativa: em vez da garimpagem manual, com o emprego de mão de obra intensiva e em condições brutais de trabalho do garimpo, entra em cena a mineração empresarial, com seu arsenal tecnológico, a lavra mecanizada e as técnicas mais sofisticadas de extração de metais. Sobrevivendo residualmente, os garimpos convencionais passam a ter importância secundária. A tendência é de aumento progressivo dos volumes de produção e de significativa redução dos impactos ambientais. A bateia e o mercúrio, símbolos do garimpo no século passado, ocupam página virada na história da produção de ouro no Pará e na Amazônia.
Em Belém, o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia, dispõe de números que confirmam a nova corrida ao ouro no Estado do Pará. Num levantamento ligeiro, limitado somente às áreas com alguma tradição garimpeira, o Departamento confirmou, na sexta-feira, a existência de quase duas centenas de autorizações de pesquisa específicas para exploração de ouro em alguns municípios do Pará. Entre eles está Altamira, com 18 autorizações, Eldorado dos Carajás com 8, Marabá com 17 e Parauapebas com 15.
AUTORIZAÇÕES
Um caso especial é o município de Itaituba, no vale do Tapajós, região oeste do Pará. Berço da mais intensa atividade garimpeira do mundo durante quatro décadas (1950/1990), Itaituba conta hoje com 86 autorizações expedidas pelo DNPM só para pesquisa de ouro. No município de Itaituba já está confirmada a descoberta de pelo menos duas jazidas de classe mundial e se encontra em operação a única mina de exploração mecanizada hoje existente no Pará, a Serabi Mineração. Antes dela, o Pará só teve uma mina mecanizada de ouro – a do Igarapé Bahia, explorada pela Vale em Carajás na década de 1990, com produção realizada de quase 100 toneladas. A próxima será a Nova Serra Pelada, em Curionópolis.
Quando o assunto é ouro, aliás, Itaituba sempre é capaz de surpreender e impressionar. Além da única mina mecanizada e do grande número de autorizações de pesquisa, o município concentra também o maior quantitativo de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). Esse tipo de autorização é concedido pelo DNPM a empresas e pessoas físicas exclusivamente para a extração de ouro em depósitos secundários, através de processo manual ou mecanizado, em áreas não superiores a 50 hectares.
De acordo com o superintendente em exercício do DNPM no Pará, Raimundo Abraão Teixeira, existem hoje cerca de quatro mil PLG’s expedidas para o município de Itaituba. Ele lembra, porém, que por volta de 1993 a 1995, quando o Ministério de Minas e Energia autorizou essas permissões, houve uma verdadeira avalanche de pedidos para aquele município. “Nós chegamos a ter naquela época mais de 40 mil requerimentos somente para Itaituba”, finalizou.
Fonte: Diário do Pará

quarta-feira, 2 de março de 2011

CHEIAS DOS RIOS TOCANTINS E ITACAIÚNAS JÁ DESALOJOU 880 PESSOAS EM MARABÁ

         Desde a última sexta-feira (25), o nível dos rios Tocantins e Itacaiúnas não para de subir em Marabá. Já são 177 famílias atingidas pela enchente, segundo a Defesa Civil do município, o que representa cerca de 880 pessoas. A corrida da prefeitura municipal, agora, é para construir abrigos, já que o trabalho não foi iniciado em tempo hábil.
O primeiro abrigo começou a ser construído na quinta-feira passada, no espaço onde funcionava a feira coberta Álvaro Lima (na Marabá Pioneira). A previsão é de que fique pronto somente no fim da tarde de hoje. Enquanto isso, pessoas que foram expulsas de suas casas pelas águas improvisam como podem para se proteger das chuvas que não cessam na região.
Na segunda-feira, o prefeito Maurino Magalhães cobrou rapidez na construção dos abrigos à equipe envolvida nos trabalhos voltados à enchente. Entre os cobrados, está à empresa que ganhou licitação para construir o abrigo da Folha 16, ao redor do Ginásio Olímpico “Renato Veloso”, que terá capacidade para 1.500 pessoas, mas inicialmente será estruturado para 120 famílias. Segundo a Defesa Civil do município, a contratação de uma empresa foi necessária porque a área não conta com nenhum suporte, tendo que ser totalmente construído, inclusive com implantação de banheiros e distribuição de água e energia.
Cem famílias já estão alojadas em quatro abrigos distintos. Mas há quem não queira sair de perto das suas casas, como é o caso das pessoas que fizeram barracões na área de lazer no bairro Santa Rosa, na Transmangueira (Marabá Pioneira). A Defesa Civil garantiu que vai dar suporte, organizando um abrigo no local, bem como em outros pontos onde há número considerável de refugiados.
SUBINDO
Na sexta-feira (25), o nível das águas nos rios Tocantins e Itacaiúnas mediu 10,14 metros. Na última segunda-feira, subiu para 10,96 metros, e na tarde de ontem estava nos 11,24 metros. Trinta e quatro caminhões auxiliam no transporte das famílias.
Fonte: Diário do Pará