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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Adapec marca primeiro dia da Agrotins com curso e palestras sobre rastreabilidade bovina

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) abriu, nesta terça-feira (12), a programação da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) 2026 com um curso e palestras dedicados à rastreabilidade bovina. O objetivo foi levar conhecimento técnico a produtores rurais, estudantes e servidores sobre o sistema de identificação individual de bovinos e búfalos, em conformidade com o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB).

 No auditório da Adapec, um curso organizado em parceria com a MSD Animal capacitou servidores da agência. O diretor de defesa, inspeção e sanidade animal da Adapec, Márcio Rezende, explicou que a discussão sobre rastreabilidade na Agrotins é uma oportunidade para difundir diretrizes que estão em fase de implantação no país. “No Tocantins estamos seguindo as diretrizes do PNIB, e queremos que estas informações cheguem aos produtores rurais”, afirmou Rezende.

Durante o curso, Rezende abordou o PNIB, cuja implementação nacional vai até 2032, enquanto o coordenador de território da MSD, Márcio Lupetini, apresentou fundamentos técnicos e práticos para a identificação de bovídeos. Lupetini destacou que a qualificação é essencial para preparar toda a cadeia produtiva: “A rastreabilidade traz transparência aos dados e permite ao produtor um controle mais definido do seu rebanho.”

As palestras também chamaram a atenção. O CEO da Granter e especialista em rastreabilidade animal, Dr. Clovis Rossi, apresentou a experiência de Santa Catarina, ressaltando que a identificação individual é uma estratégia para atender exigências do mercado internacional. No auditório Jaburu, o consultor Ivo Martins Alves Filho proferiu a palestra “Rastreabilidade, origem, confiança e valor: caminhos para o fortalecimento da pecuária”, enfatizando a importância da parceria entre governo, indústria e produtores para a implantação do sistema.

A Agrotins 2026 ocorre no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas, e é promovida pelo Governo do Tocantins em parceria com secretarias estaduais, Adapec, Ruraltins, Fapt, Tocantins Parcerias e empresas e instituições do setor agropecuário.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Vigilância sanitária em ação: Adapec confirma ausência de Influenza Aviária e Newcastle no Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), realiza ações do Plano de Vigilância 2025/2026 para comprovar a ausência de circulação dos vírus da Influenza Aviária e da Doença de Newcastle em todo o estado.  

As atividades, iniciadas em novembro do ano passado, seguem até junho e envolvem monitoramento contínuo em 28 propriedades — 12 de subsistência (132 aves) e 16 industriais (176 aves), totalizando 308 animais acompanhados.

Equipes técnicas da Adapec visitam propriedades rurais e unidades de produção avícola para coleta de amostras biológicas, incluindo soro sanguíneo, que identifica exposição prévia aos vírus, e swabs de traqueia e cloaca, destinados à detecção de infecções ativas. O trabalho integra um estudo soroepidemiológico dividido em componentes estratégicos executados anualmente desde 2022. O componente 3 abrange a vigilância ativa na avicultura industrial; o componente 4 é direcionado às aves de subsistência em áreas de maior risco de contato com aves aquáticas migratórias.

De acordo com Mariana Teles, responsável técnica do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), o componente 4 já foi concluído e o componente 3 está em fase final, com apenas três propriedades restantes para encerramento das coletas até junho. “Essa iniciativa fortalece a sanidade avícola, amplia a segurança da produção estadual e reforça a credibilidade do Tocantins perante os mercados consumidores”, afirmou.

Até o momento, todos os resultados laboratoriais analisados apresentaram resultado negativo para o vírus H5N1, subtipo da influenza aviária, evidenciando a inexistência de circulação viral nos plantéis avaliados e a efetividade das medidas de vigilância adotadas pelo estado. A influenza aviária e a doença de Newcastle são enfermidades de alto impacto para a avicultura, capazes de causar prejuízos econômicos significativos e gerar restrições comerciais.

A Adapec orienta produtores a receberem as equipes técnicas durante as visitas e, em caso de suspeita de doença, comunicar imediatamente uma das unidades da agência ou ligar para 0800 000 4733.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AGROTÓXICOS FALSIFICADOS FORAM ENCONTRADOS NO TOCANTINS

As embalagens de agrotóxicos encontradas às margens da rodovia TO – 020, que liga Palmas a Aparecida do Rio Negro, no dia 04 de janeiro deste ano, são pirateadas. A confirmação é da empresa Sygenta, detentora da marca original. Neste caso, a Adapec- Agência de Defesa Agropecuária- vai enviar um parecer técnico à Polícia Federal, Ministério Público e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, para que seja investigada a irregularidade e tomadas às devidas providências.
O certificado de análise realizado pela Indústria aponta que o produto “Priori XTRA”, de lotes nº PLN 7H 0108-07-2160 B1 e nº PLN 7H 0108-07-2160 B2, não tem características do produto original como o princípio ativo. Segundo o diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Vegetal da Adapec, Luis Henrique Michelin, esta situação põe o Tocantins na rota de fungicidas pirateados. “Podemos colaborar nas investigações auxiliando a Polícia Federal com o cadastramento e mapeamento das propriedades rurais produtoras de soja, onde o fungicida é mais utilizado”, afirma Michelin, enfatizando que o uso de produtos falsos, além de ser um crime, não tem a eficácia no combate às doenças e pragas.
Geraldino Ferreira
O presidente da Adapec, Geraldino Ferreira Paz, adverte aos produtores rurais a averiguação da procedência do produto, a aquisição em lojas cadastradas na Adapec e a exigência da nota fiscal. “Todos os elos da cadeia produtiva precisam estar atentos para impedir as irregularidades, colaborando com a qualidade sanitária dos produtos do campo à mesa”, ressalta, acrescentando que as unidades de recolhimento de embalagens vazias estão localizadas nos municípios de Pedro Afonso, Silvanópolis, Formoso do Araguaia, Colinas, Araguaína e Lagoa da Confusão
ENTENDA
Cerca de 40 recipientes de agrotóxicos foram abandonados em um terreno baldio, às margens da rodovia TO – 020. Após denúncia anônima feita à Vigilância Sanitária do Município de Palmas, os fiscais e inspetores da Adapec recolheram o material e enviaram as amostras à indústria. As embalagens restantes foram encaminhadas à Central de Recolhimento de Silvanópolis, a 123 km de Palmas, região Central do Estado, e em seguida recolhidas pela Sygenta.
Fonte: Secom/Adapec

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PRODUÇÃO DE ABACAXI DO TOCANTINS VIRA DESTAQUE NA IMPRENSA NACIONAL

Em novembro do ano passado, produtores de abacaxi do Amazonas tiveram a oportunidade de conhecer o projeto de Produção Integrada do Abacaxi, implantado com sucesso no Estado do Tocantins. O objetivo é capacitar os abacaxicultores quanto ao uso racional de inseticidas, integrando produção, mão de obra e meio ambiente. Para isso, a experiência tocantinense mostrou que é fundamental que o agricultor realize o monitoramento da lavoura, dando ênfase à ocorrência de doenças e pragas. Tudo isso para garantir a sustentabilidade do cultivo de uma das frutas tropicais de maior destaque.
O trabalho é coordenado pelo pesquisador Aristóteles Matos, da Embrapa Mandioca e Fruticultura e, no Amazonas, vem sendo desenvolvido desde 2008. Já no Estado do Centro Oeste, as atividades se iniciaram em 2004, com apenas um proprietário rural. Para se ter uma idéia do nível de adesão, no ano passado o número de propriedades participantes aumentou para 43. E, segundo Nilton Fritzons Sanches, um dos responsáveis pelos estudos no Tocantins, com o monitoramento das plantações não houve necessidade de aplicação de agrotóxicos.
Se fosse no sistema antigo de fazer o plantio, o produtor teria gastos excessivos com pulverizações no segundo, quinto e oitavo mês do ano. O sistema de produção integrada reduz esses custos. Se não há ocorrência de enfermidades ou insetos, não existe a necessidade dos agrotóxicos, o que significa economia. O meio ambiente agradece, o trabalhador rural não tem sua saúde comprometida e o abacaxi é de maior qualidade — garante o também pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, que ainda comenta que média de produtividade do Estado é de 22 a 24 mil frutos por hectare, podendo alcançar picos de 30 mil em grandes propriedades.
O cultivo integrado do abacaxi segue padrões, desde o plantio até a adubação do solo. Entre as técnicas de manejo de destaque, está a cobertura dos terrenos com outras espécies, como o milheto, freqüentemente utilizado após a safra da soja. Como os abacaxizeiros requerem umidade, a densidade de água na terra é mantida, o que favorece o desenvolvimento das raízes e a conseqüente nutrição da planta. Além disso, os agricultores podem evitar o aparecimento de pragas com o chamado plantio armadilha, pelo qual ele induz o florescimento de apenas alguns abacaxizeiros utilizando carburetos. Essas plantas funcionam como armadilhas, amenizando a incidência de pragas.
A colheita no Tocantins é realizada nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando são escassos os frutos no mercado. Por conta disso, os preços acabam sendo elevados. Na região, a espécie cultivada é o abacaxi pérola, que exige umidade não excessiva no solo, com não menos que 800mm de chuvas por ano, e um tempo relativamente seco na saída da florescência para evitar a fusariose, doença fúngica que atinge a abertura das flores do abacaxi.
As regiões produtoras brasileiras de destaque são Paraíba, Pará, Triângulo Mineiro, Tocantins, Itaberaba na Bahia. O Tocantins está servindo de modelo para outros Estados. Inclusive, esse sistema dá credibilidade maior ao produtor que deseja fazer exportação. Afinal, com os padrões, é possível agregar valor aos produtos e assegurar ao consumidor a rastreabilidade da produção, algo muito importante para o mercado europeu, por exemplo — conclui Nilton.
Fonte: Ascom/Adapec