Relatado pela senadora Dorinha, cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher avança no Senado
O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1.099/2024, que cria o
Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher.
Relatado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União), o texto, no
último dia 28, segue agora para sanção presidencial e estabelece um
banco de dados unificado, acessível às forças de segurança de todo o
país, com informações detalhadas sobre agressores condenados com
trânsito em julgado.
A proposta, de autoria da deputada federal Silvye Alves (União/GO),
centraliza dados hoje dispersos, reunindo identificação pessoal,
fotografia, impressões digitais e endereço dos condenados, com
compartilhamento entre União e estados sob gestão federal. As
informações ficarão disponíveis até o cumprimento total da pena ou por
até três anos, nos casos de penas menores, garantindo sigilo absoluto às
vítimas. O cadastro inclui crimes como feminicídio, estupro, assédio,
lesão corporal, perseguição e violência psicológica.
À frente da relatoria, Dorinha defendeu a medida como ferramenta
concreta para fortalecer a atuação do Estado. “O cadastro organiza
informações que hoje estão espalhadas, melhora a resposta das
autoridades e contribui diretamente para a prevenção. É um instrumento
que amplia a efetividade das medidas protetivas e do acompanhamento dos
condenados”, afirmou.
A iniciativa se soma ao Cadastro Nacional de Violência Doméstica e
amplia a integração entre órgãos públicos, criando uma base mais robusta
para políticas de enfrentamento à violência de gênero. Para Dorinha, o
avanço vai além da punição. “É uma pauta fundamental para valorizar e
respeitar a mulher, mas, acima de tudo, para garantir proteção. Esse
cadastro abre uma porta importante para que as mulheres se sintam mais
seguras e permite que todo o país compartilhe, em uma base única,
informações sobre quem pratica a violência. Sabemos que a violência pode
escalar e, em casos extremos, resultar em feminicídio. Vamos acompanhar
de perto a sua implementação”, destacou.