MPTO exige mudanças urgentes no Programa Família Acolhedora em Tocantinópolis
O Ministério Público do Tocantins emitiu recomendação ao município de
Tocantinópolis para corrigir falhas graves no Programa Família
Acolhedora, incluindo falta de psicólogos, ausência de planos
estratégicos e apenas uma família cadastrada para acolhimento.
O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), por meio da 2ª
Promotoria de Justiça de Tocantinópolis, emitiu uma recomendação
contundente ao prefeito Fabion Gomes de Sousa e à secretária municipal
de Assistência Social Verônica Rufino Macedo para sanar fragilidades
graves no Programa Família Acolhedora.
A inspeção realizada em abril de 2026 revelou que o serviço conta com
apenas uma família cadastrada, não possui psicólogo exclusivo e
apresenta falhas estruturais e documentais que comprometem a proteção
integral de crianças e adolescentes. Entre os problemas apontados estão a
ausência de protocolos de convivência familiar, prontuários incompletos
e falta de acompanhamento pós-desligamento dos acolhidos.
O MPTO determinou prazos de até 30 dias para que o município
regularize o serviço junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CMDCA), crie planos estratégicos de mobilização e
capacitação, contrate profissionais qualificados e garanta
infraestrutura mínima, como veículo exclusivo e telefone institucional.
Segundo o documento, a omissão reiterada da gestão municipal poderá
resultar em medidas judiciais caso as recomendações não sejam cumpridas.