Maurilândia do TO: Vereador é acusado de agredir namorada com socos e chutes
Na madrugada deste domingo, 1º de março, uma ocorrência de
violência doméstica registrada em Maurilândia do Tocantins envolve o vereador
Ammon Eduardo Ribeiro Mota Souza, acusado de agredir fisicamente a namorada,
Yorrana Dias de Sousa, com socos e chutes.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela
Polícia Militar, o casal participava de uma festa quando decidiu ir para a
residência do parlamentar. Ao chegarem ao local, acompanhados pelo irmão do
vereador, a vítima relatou que Ammon desceu do carro, entrou na casa e fechou o
portão, impedindo sua entrada.
Em seguida, Yorrana e o cunhado retornaram ao local da festa
para comprar bebidas. Ainda dentro do veículo, ela foi surpreendida pelo
vereador, que chegou de motocicleta acompanhado de um amigo e, ao abrir a porta
do carro, desferiu um soco em sua boca.
Após a agressão, a vítima foi socorrida por uma amiga, que a
levou para sua residência. Mesmo assim, o vereador teria insistido em ligar
para Yorrana. Posteriormente, foi até a casa da amiga e, a pedido da vítima, a
conduziu até a residência dela. Já em frente ao imóvel, novas agressões teriam
ocorrido, com gritos e chutes, cessando apenas quando o pai de Yorrana saiu
para socorrê-la.
A vítima realizou exame de corpo de delito em outra cidade e
relatou que as agressões continuaram por meio de mensagens enviadas pelo
aplicativo WhatsApp. Diante da situação, ela registrou novo boletim de
ocorrência na Polícia Civil e solicitou medida protetiva de urgência, que será
analisada pelo Poder Judiciário.
O vereador deverá responder pelos crimes previstos na Lei nº
11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Dependendo do enquadramento
jurídico, as penas podem incluir detenção de três meses a três anos para o
crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica, além de outras
sanções como afastamento da vítima, proibição de contato, restrição de
frequentar determinados lugares e eventual prisão preventiva, caso descumpra
medidas protetivas impostas pela Justiça.
O caso segue sob investigação.