Senadora Professora Dorinha propõe atendimento psicológico via SUS para brasileiras vítimas de violência no exterior
A senadora
Professora Dorinha Seabra (União) apresentou o Projeto de Lei 6.461/2025, que
garante assistência psicológica on-line, por meio do Sistema Único de Saúde
(SUS), a brasileiras que sofrem violência fora do país. A proposta abrange
tanto residentes permanentes quanto mulheres que estejam temporariamente no
exterior.
A iniciativa é
uma resposta direta ao aumento da vulnerabilidade dessas mulheres. Segundo
dados do Ministério das Relações Exteriores, os atendimentos consulares
relacionados à violência de gênero cresceram quase 5% em 2024.
Para a
senadora, a distância e a barreira cultural agravam o sofrimento das vítimas,
que muitas vezes se veem sem saída em solo estrangeiro. “A violência contra brasileiras no exterior é um problema crescente e
ainda insuficientemente enfrentado pelo poder público. Barreiras linguísticas,
o desconhecimento das leis locais e a ausência de uma rede de apoio familiar
ampliam o risco dessas mulheres e dificultam o acesso a ajuda especializada”,
afirma Professora Dorinha.
A parlamentar
ressalta que, em muitos casos, o Estado brasileiro é o único porto seguro em
que essas mulheres confiam. O PL busca justamente formalizar esse apoio,
utilizando a telessaúde para conectar psicólogos do SUS a quem precisa de
suporte urgente, independentemente do fuso horário ou da geografia.
O projeto
propõe uma alteração na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), inserindo a
assistência psicológica remota como uma diretriz do SUS. Entre os principais
benefícios da medida estão:
Integração
Governamental: Estimula a cooperação entre os Ministérios da Saúde e das
Relações Exteriores.
Padronização:
Cria uma base legal para que o atendimento seja contínuo, seguro e siga
protocolos técnicos.
Alinhamento
Internacional: Segue recomendações da OMS, ONU Mulheres e OEA sobre o uso da
tecnologia na proteção feminina.
"Não
podemos deixar essas mulheres desamparadas só porque atravessaram a fronteira.
O acolhimento deve ser um direito da brasileira onde quer que ela esteja",
justificou.